Sonata para um poeta que vive em ti
Alimente o poeta que
nasceu
Em ti, não importando
se a pátria é
Amada ou não, se as
inspirações são
Vitruviana ou não, mas
que seja musical,
Matemática ou geométrica,
que seja poesias
Perfeitas ou imperfeitas,
mas alimente-o.
Alimente-o com palavras
escritas
Numa Pedra Lascada, Pergaminhos,
Papel Almaço ou Pardo,
de seda,
Vergê ou Couché.
Declame os seus
versos nas ruas ou becos,
Escreva nos guardanapos
dos bares,
versos para amada da hora,
ou para a que
Já se foi.
Alimente-o com os
momentos de esperanças,
Ilusões, idílios, com
alegrias e sofrimentos,
Com dosagens amenas,
com lágrimas nos olhos ou
Como um sorriso no
olhar.
Alimente-o com as
cores da natureza, das chuvas,
Das flores que
nasceram “In vitro".
Alimente-o quando ele
estiver nas portas
Ou janelas,
contemplando a Natureza de Deus,
Os milagres diuturnos,
não desprezando
Inspirações para os
poetas que não creem na
Beleza da poesia não
escrita.
Alimente o poeta que acredita
nos versos marcados
a ferro e fogo, que
não para quando o lápis
quebra a ponta das
ilusões partidas, que se
abre para os versos que
fluem na mente,
iluminando os
corações dos poetas natimortos,
Que sobrevivem alimentados
pelos versos e pães
de cada dia.
Cláudio
Luz/Luz do Almada Souza
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