segunda-feira, 24 de agosto de 2026

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Desiderata


Equilibro-me na corda-bamba,

O desafio é reciproco, o debacle encena

La Décadanse, sou sensual com duplo

Sentido lírico.

 

O salão não me aplaude, tento não ser

Insonoro, busco na melodia a Desiderata

Que há muito sonho, não me situo,

Faço parte do universo, sou o ar que

Respiro e o suor que respinga a minha

Fronte, sou gemido.

 

Os desejos latentes me impulsionaram, a

Beber a última gota da conversa que não

Tivemos, a ocasião não se fez presente,

Ficamos mudo, quando tínhamos todas

as respostas, mudaram as perguntas,

ficamos sem respostas.

 

Voltamos as redomas, ficamos imunes

Ao retorno, isolamo-nos, o que está

Guardado, apenas decorações que nos ilustram.

Somos peças guardadas esperando restauração,

A Desiderata não nos agraciou, restou-nos

Os desejos latentes, a transcendência será

Apenas o infinito como a natureza absoluta,

Que nos deixou no meio do caminho.

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998.

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