Amorosa mulher
Silenciar o sopro do mundo lá fora,
Pausar o passo, recolher o olhar.
Há um espaço que pulsa agora,
Um templo sagrado a desabrochar.
Inspira a luz que
preenche o vazio,
Expira o peso que o tempo deixou.
O amor não é pressa, correnteza ou rio,
É o lago calmo onde a alma pousou.
Amorosa tu és em cada
centelha,
Na calmaria que habita o teu ser.
Como a textura da flor que se espelha
No dom gratuito de apenas viver.
Deixa que o peito se
expanda e se aqueça,
Sente o calor desse centro irradiado.
Que o pensamento ceda e adormeça,
E reste apenas o ato de amar.
Aqui tu és porto, é
terra, é abrigo,
Uma presença que abraça o que for.
Descansa no fluxo, respira comigo,
Âncora viva, feita de amor.
Meditações
Nas páginas do silêncio, a mente aquieta,
O ruído do mundo se desfaz no ar,
O Aprimoramento generativo do ser se completa,
Quando a alma humana decide pausar.
Limpam-se as lentes de
toda ilusão,
Sem as marcas do tempo, do medo ou da dor,
Melhorando a nitidez espiritual do coração,
Revelando a essência em seu puro esplendor.
Traços perfeitos de um
quadro divino,
Onde a luz interior remove o excesso,
Visuais com acabamento limpo e cristalino,
Guiam o caminhante em seu próprio regresso.
Meditar é polir o
espelho interno da mente,
Apagar os ruídos, as falhas, a distração,
Para que a luz do agora, viva e presente,
Reflete a verdade na mais pura oração.
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