O poeta de Pirangi

O poeta de Pirangi
O Poeta de Pirangi

sexta-feira, 17 de abril de 2020

apoesiadeclaudioluz


A minha poesia é você

A minha poesia te envolverá como o brilho do sol,
Num dia qualquer talvez hoje, você sentada aqui ao meu lado
Bebendo o brilho da lua, um porre homérico de estrelas
Cadentes, fechando os olhos para suplicar pedidos por
Um futuro, entre musicas e danças e arco-íris, afagando os
Seus cabelos, talvez dourados ou negros pela perca que
Acompanhar-te-á sempre, ou até quando?
Imagino os seus lábios quentes, como o seu corpo,
Que um dia talvez venha entre brisas suaves, sentando

Aqui ao meu lado, ouvindo Noites com Sol, na voz de Flávio Venturini,

Aplaudindo-nos intempestivamente antes de nos cobrirmos com

Lençóis forjados com organdis, luzes tênue que iluminará

A primeira de noite de poesia real que nos contemplará,

Despertando em nossas vidas um novo amanhã.



quarta-feira, 15 de abril de 2020

apoesiadeclaudioluz


Saber amar

Busco os seus olhos entre caminhos que circundam o horizonte, que está dentro de ti, plenitude que agora aflora nos meus versos, agora seus.
Quero que você voe das desilusões, olhando o sol se porem, como se fosse num dia qualquer, que me faz ver o brilhar das íris dos seus olhos, de que cor não sei.
Desenho-te, entre felicidades, amor sem desilusão que nos ameace ou nos separe do aqui, entre luas que arrebata o dia, entre acenos e despedidas que não virão.
No calor da noite abraço-te entre as madrugadas que esperarei por ti.
Somos música agora, só músicas amor que me faz enternecer, fazendo você poesia, entre distâncias que nos unem e nunca há de nós separar.

Cláudio Luz

A morte não me encanta

A morte não me encanta desde sul ao sudoeste como já dizia Graciliano Ramos, "O homem não morre encanta-se.
Não tem sim e nem norte quando vem a morte, como dizia Carlos Drummond de Andrade: "E agora José, agora sem discursos a beira da sepultura cavada pra ti.
Deixastes riquezas, talvez uma linha de débitos que post-mortem inexistem, pois seguro não os tem.
As lágrimas caídas não sensibilizam o encantamento dos seus dias que deixastes para trás.
Por isso a morte não me encanta, mas quando eu morrer o encantamento virá também pra você que ler este epitáfio. Amém.

Cláudio Luz

Você que roubo

Você precisa caminhar sobre o meu corpo, cheirar as aragens que vem do Rio Almada, entre os meus cabelos brancos, ondulados, entre as poesias que escrevo pra ti.
Você que vem com o ventre livre, sem culpa ou pesadelos que se restringe a mim, somos vidas única, berço, abraços, beijos e segredos que não nos deixa antes das orações matinais, talvez.
Somos veias únicas, entre o nascer e o pó que um dia nos sucumbirá, somos deuses, Infinitos desejos que agora nos faz amar.
Você, Bendito é o amor que roubo de ti.
Cláudio Luz

Todas amadas como são

Sei que você se ama como Leila Diniz, pergunta a parte, ventre livre em tempos de abdicar o livre arbítrio, coisa que você não fez.
Biquíni na praia, mulher barriguda, filho com pai, ouço Ovelha Negra, na voz de Rita Lee e que agora canta as frenéticas, Roma cínica, tentativa com artes que não te vai bem, vingativa talvez.
Virgem Santa, hipócrita, cínica talvez, malvada agora sim.
Vingativa a reclamar como todas as mulheres, vingativas.

Cláudio Luz

Indecente, sou

Indecente é quando te cravo os dentes, sussurrando que te amo em brasas e chuvas válidas, testemunhadas pelas fronhas e lençóis, cor de sua pele que deriva entre pelos em altas, meus e seus.
Entre combinações, sexos e amizades que evoluem agora no chão frio, entre palavras, quando chega o amor, que vem de sua língua e ouvidos que extasiados estão.
Agora amores indecentes, entre telhas desenhadas nos extremos amores que me faz em ti e eu em você.
Indecentes são quando chega o amor, felino que grita nas caladas das noites, alada és.

Cláudio Luz

É um longo caminho

Tenho que percorrer este caminho que cambaleio entre lamas e buracos, negligências e abandono, que molha os meus pés que não desprezo, entre caminhadas oblíquas, esperando que o respeito chegue para os que caminham.
Poeiras confundem a minha mente, entre sombras te consumo em cada passo que dou, via Crucis diárias para enfim te abraçar.
Vila de Abrantes, talvez de Miguel Cervantes, avante Sancho Pança, com o estandarte que representa o meu grito que desaparece entre buracos que permeiam uma estrada que me leva pelo menos a algum lugar.
Sou caminho, um logo caminho.
Cláudio Luz

Prego, "per favore"

Por favor, amor escute o grande amor que tenho por ti, gosto tanto que te escrevo essas mal traçadas linhas, tentando ser romântico, ouvindo músicas, como se estivesse ao meu lado, na sombra de uma árvore frondosa chamada amor eterno.
Eu te perpetuo como se fosse copa minha, cheia de flores ou frutos que vai nos encantar com providências divinas, num dia qualquer, sem solidões, brava que ainda tu serás.
Mai (nunca) deixará de te esperar, não importando os rios, estradas, ares que você percorrerá pra vim me abraçar.
Singro entre tempestades, raios e o calor do seu corpo que me aquecerá um dia, uníssona, agora minha missiva chega em ti, como apelos venha sim.

Cláudio Luz

Vejo o seu corpo

Vejo o seu corpo desnudo, acima I.N.R.I, Deus que me acolhe nas noites, resgatando-me entre precipícios e desejos mundanos.
Inquirido você proclamou: "Tu dizes.".
Beijo a sua cruz, tento ser santo entre nuvens, sol e luas, dias e madrugadas quando não agüento a cruz que tu carregaste com a ajuda de Cirineu, de Cirene.
Percorro a minha via Crucis, entre orações e penitências matinais, perguntando quando o Senhor virá. Venha Senhor Jesus para nos resgatar, Início e Fim.
Alfa e Ômega, princípio e fim da nossa fé que agora aflora em face das pandemias, que nos leva a um estado de prenhes de mortes.
Assim como Pôncios Pilatos, estamos só lavando as mãos.

Cláudio Luz

Eu tenho um sonho

Todos os dias que acabam eu tenho um sonho,
ainda hoje ao cair da tarde, eu vou declamar, percorrendo os corações dos que tem um sonho como eu, poeta, sonhador.
Eu quero ler os versos dos poetas alheios,
que não é impossível eu amar.
Vou gritar nos finais das tardes Itajuipenses,
Sentindo as brisas dos lagos e do Rio Almada e das serras que as circundam, Voltando-me para o alto da Torre da Matriz do Sagrado Coração,
Exaltando o Deus que se fez homem, e eu poeta,
Num dia de oração.
Recebi a unção poética, seguindo o meu lápis,
Que às vezes me exalta e faz-me cúmplice dos versos que ainda estão nos Espaço não estéril, procurando talvez um papel de pão,
Rótulo de vinho ou de cervejas, para que eu escreva garatujas,
Expressando amores de vindas e idas, amores que se se crucificam por querer amar.
Eu tenho um sonho...

Cláudio Luz
                                                       

quinta-feira, 9 de abril de 2020

apoesiadeclaudioluz

Subo ao Gólgota
Calvário ou Gólgota | Túmulo de jesus, Religião
Subo ao Gólgota, os meus joelhos tremulam ao som da matraca
Que só emite som na Sexta-feira Santa, jejuns a parte.
Trêmulo como Cirineu, ao colocar em minhas costas as cruzes de dores
Presente em minha vida, que talvez me redima e me impulsione a redimir os
Próximos, que estão nas grades das prisões, nos leitos dos hospitais ou nos
Desamores familiares, que nos alvitrava, antipandemia, agora isolamento
Imposto, fé contrita, igrejas domésticas, sem falsos pastores.
Continuo subindo o Gólgota, entre as estações religiosas,
Antes lavei os meus pés, sem repartir o Pão Nosso de Cada Dia,
nos daí hoje pra não faltar
Amanhã em razão do próximo que antes eu ignorava.
Sempre recebi o Pão e o Sangue Espiritual e agora redimido pelas dores
Alheias, distribuindo o louco amor que tenho entre irmãos.
Vejo três cruzes no Gólgota... E Antevejo a cura do Cristo Crucificado nos
Erguendo do chão.

Você, Super Lua
Não durmo sem sonhos e nem acordo com
pesadelos efêmeros,
Acordo com o seu corpo travado no meu Whatsapp ou no Facebook,
Aonde posso te ver, além do Messenger
A Super Lua apareceu ontem, não ofuscando o seu corpo,
Deleite meu.
Envolvo-me em suas postagens, as vezes pueris e sexy,
Entre lençóis e fronhas, coberta por uma langerries que deixa marcas em Seu corpo após exposição ao sol que se deita pra admirar você,
Super Lua que me possui.
Venha a Super Lua em seu corpo, deixa-me beijar o seu corpo entre unhas e cabelos, sombrancehas que riem dos perfumes de incensos que acendi pra ti.
Avec

Gosto do seu sorriso de canto de
boca,
Com teu olhar cheio de amor que interfere em mim,
Intempestiva como um rio caudaloso, entre tempestades
Que acelera o meu coração em ti, que agora
Quer você aqui como se estivesse entre gôndolas, em Paris
Gritando o meu nome, por favor.
E eu só posso te amar, meu amor, vulnerável que sou,
Quando ouço Quoi, com Jane Birkin, saudades presumíveis de
Não te enlaçar nos meus braços que agora já não dorme entre
As estrelas, que permeiam o firmamento antes dócil,
Com as fúrias de que tu és capaz.
Quando tu és, alternadamente, o anjo, travestida de cupido,
Preenchendo as minhas noites, quando sonho que vem me amar,
Nos dia e noites, leito eterno que me afoga entre lençóis, sem a
Presença do seu corpo, que adoro mais ainda com
Com teus modos de garota na moda,
Com lábios rompantes sem batom, primaveras que virão
Nos tempos oportunos, nas auroras, talvez quando
Eu gostaria de te guardar para sempre,
Como um grão de mostarda, na tua mente o seu corpo,
Avec uma harmonia musical que eu possa tocar, entre risadas infantis,
De maneira particular, falando de amor,
Com tua inocência beirando a inconsciência, com tuas tristezas
Que não combina AVEC você.

terça-feira, 7 de abril de 2020


Avec
Gosto do seu sorriso de canto de boca,
Com teu olhar cheio de amor que interfere em mim,
Intempestiva como um rio caudaloso, entre tempestades
Que acelera o meu coração em ti, que agora
Quer você aqui como se estivesse entre gôndolas, em Paris
Gritando o meu nome, por favor.
E eu só posso te amar, meu amor, vulnerável que sou,
Quando ouço Quoi, com Jane Birkin, saudades presumíveis de
Não te enlaçar nos meus braços que agora já não dorme entre
As estrelas, que permeiam o firmamento antes dócil,
Com as fúrias de que tu és capaz.
Quando tu és, alternadamente, o anjo, travestida de cupido,
Preenchendo as minhas noites, quando sonho que vem me amar,
Nos dia e noites, leito eterno que me afoga entre lençóis, sem a
Presença do seu corpo, que adoro mais ainda com
Com teus modos de garota na moda,
Com lábios rompantes sem batom, primaveras que virão
Nos tempos oportunos, nas auroras, talvez quando
Eu gostaria de te guardar para sempre,
Como um grão de mostarda, na tua mente o seu corpo,
Avec uma harmonia musical que eu possa tocar, entre risadas infantis,
De maneira particular, falando de amor,
Com tua inocência beirando a inconsciência, com tuas tristezas
Que não combina AVEC você.
                                                                                   




apoesiadecluadioluz


Entre constelações

 Entre constelações vejo nos seus olhos Iris de duas cores,
Fascinação que me hipnotiza ao ver a sua fotografia
Que invade as minhas imaginações pueris, que quer beija as suas sobrancelhas que te entrecortam no sorriso que os seus lábios emitem.
Não sei em que constelações você se esconde na claridade da noite,
Num céu infinito tendo como testemunha o prateado da lua que te ilumina Em meus sonhos, amorosos talvez.
Ya'aqov'el, tens a proteção de Deus.

Cláudio Luz

domingo, 5 de abril de 2020

apoesiadeclaudioluz


Atravessando o sol da meia noite

Em posição perpendicular somos incididos a observar a aurora boreal, agora negra, quando singramos entre correntes, quando nos isolamos por momentos infaustos que nos corrói, corroendo o ir e vir.
Não sei agora se é de noite ou de dia, notícias a parte, sem a gente se arrebentar, só eu sem você.
Não curtas tristezas agora que não quero te perder, sem pressa, o que importa agora quando querem nos proibir do amor sem fim.
Atravessaremos sim o sol da meia noite em homenagens aos antigos que romperam a idade das trevas. Cavalgaremos no aqui e agora, sonhando, só eu e você, quando não importa se é proibido ou não, ou é proibido proibir.
Agora nos resta o que significa: Eis o mistério da Fé.

Cláudio Luz

Te amo
Quando te vejo ao mar
Solidões a parte quando em poesia revejo a sua fotografia exposta no meu coração, filosofias e coincidências, firulas talvez.
Sobre a sua foto apena um grande amor que tenho por ti, entre musicas um grande amor por ti, entre ondas sobre os mares que voltam pra mim e pra você, quando grito que te amo entre águas querendo me afogar em ti.
Cláudio Luz

Orações enquanto o sol declina
Curvamos o nosso corpo em orações unissonas, que nos faz fé e peregrinos do amor, eterno amor, que nos dá asas, pois não temos medo de cair nas escuridões do desamor.
Somos corações unidos em um só batimento que nos impulsiona a olhar em uma única direção, os seus olhos.
O dia decai, o amarelo Solaris nos aquece em plena alcova, que nos completa ao ver o luar nascer.
Somos semideuses em oração quando nos elevamos aos céus esperando um novo sol nascer.

Cláudio Luz

Navegarei no leito do seu rio

Quero navegar no leito do seu corpo rio, deslizando sensualmente entre correntezas, sentindo o vento que embebeda o meu rosto que procura avidamente o seu.
Quero navegar em suas águas translúcidas, beber a sua saliva nesta época de vírus, sentido o amor que nos cura, nessa imensa confusão que nos mantém enclausurados, sem culpas e sem perdão.
Precisamos de asas amor, pois não temos medo de cair das cachoeiras que nos banha neste dia outonal.
Agora amor navegue no leito do meu corpo rio que nos cura pra ser mais amor espiritual.

Cláudio Luz


sexta-feira, 3 de abril de 2020

Anouk - apoesiadeclaudioluz


Anouk



Agora você chama-se Anouk, amada como uma ursa prestes
A parir em meus braços que nunca foram estéreis,
Estrelares quando escuto uma música que me diz que
As nossas chamas não vão se apagar antes do primeiro beijo
em derredor do último que será o primeiro, sempre.
Vejo-a como vestuta, com lábios, abraços, como se fosse
Purificar-me dos males ou bondades que te fiz nas distâncias
Que vêm do Chuí ou do Oiapoque, Cordilheiras, asfaltos,
Agora entre vírus que nos embaça em plena neblina,
Que agora vejo a envolver-me entre o olhar dos apitos que
Anuncia o seu vir ou não vir, burlando barreiras que desde o início não te deixou partir.
Agora te chamo Amor, Aimée.
Anouk, amada, ursa prenha dos meus sonhares.

Cláudio Luz

Azul quando pouso em sua praia     

Estamos no outono austral, o céu é azul entre a estrela
De Órion e as crianças que brincam, o céu é inocentemente quando
Pouso em sua praia.
É abril, radiante quando o amor transpira pelo calor que vem de ti,
Juntinho com o seu olhar alegre desde o verão que deixou
Bronzeados os nossos corpos recíprocos não marginais.
O universo nos leva sem conspirações contra a paz, entre ondas
O céu é azul, quando pousamos na praia que nos encanta, antes do pôr-do-sol
Que nos abrasava, executando sinfonias do cúmplice amor, que vem em
Conchas, que não alteram os sussurros que brotam dos seus lábios, agora
Pueril.
Vamos viver longe, sem felicidade, amor é impossível.
A mola é no outono austral, vamos amada pousar nas estrelas
De Órion, para observarmos as pegadas na areia que deixamos as ondas
Apagar, afinal a terra é azul como nos confidenciou Yuri Gagarin,
Nos altos céus.
Agora os nossos corpos repousam no calor da noite em plena praia
Outonal.

Cláudio Luz