domingo, 3 de dezembro de 2023

apoesiadesnuda

Desnudo-me


Desnudo-me, grito no meio de uma multidão

Ausente.

Já não tenho nervos de aço, o meu grito está insonoro,

O meu coração em descompasso te chama num

Horizonte perdido, não me encontro, sou fé, agora

Descrente, cego porque não!

Os meus olhos agora que pairam nas lágrimas que

Cai dos seus olhos, face molhada por momentos

Que não deveriam existir, agora ocaso, que não

Nos leva a lugar nenhum.

Os meus lábios que antes te beijava com ardor

Agora estão frios.

Mais uma vez desnudo-me perante o universo que

Eu conspirei contra.

Colho frutos que se chamam arrependimentos, tripudio

Da minha herança maldita.

Antes deveria ser um natimorto, agora

Sou desnudo pelas minhas intemperanças que

Já não gela o meu corpo, agora nu.

 

Cláudio Luz

Sem pretensões


Queria poder te recordar assim!

Como se você estivesse manipulando o olhar do sol

E a tristeza da lua.

Certos amores deixam-nos uma lição para sempre

Que dão uma tristeza,

No deserto que deixamos para trás,

Como uma história importante de verdade.

Estou pensando sem pretensões em palavras de

Não dar adeus ao eu te amo...

São palavras que restam assim em nossos corações sem causa.

Por isso preciso não querer ir, vou rever mares e colinas que abandonei

No tempo, em busca da escuridão a procura de luz,

Que impressiona nossas mentes e corações.

Agora você é a única coisa que quero tocar

Você é o medo, eu não ligo.

Porque nunca estive tão fora de mim,

Ame-me como você ama, me ame como você ama a si própria.

Cada pedaço da sua pele é um santo graal que tenho que encontrar!

Me toque como você se toca, me toque como você me toca

O que está esperando?

Onde residem as suas pretensões?

sábado, 2 de dezembro de 2023

APOESIACOSMICA

Infinitamente Cósmico


A poeira cósmica invade os meus pensamentos,

Como podes, dizer que me escondo de ti,

Que não me deixo ver?

Na verdade, eu brilho nas poeiras infinitas, mas

Tu não olhas para mim que não sou nem tanto cósmico

Assim.

Incompreensível, a minha poeira é mais mistérios,

Opacos não.

Além do mais mistério sempre há de existir, no infinito

Que agora chora copiosamente, aquietando

A Min ‘alma ensopada em pleno inverno primaveril.

Não me pergunte o que faço da vida, a razão porque vivo,

Pois eu também não sei

Porque não sei.

Não me pergunte se chove lá fora

Porque também não sei.

Não me pergunte por que existem guerras

Abaixo dos céus cósmicos, te direi que também não sei.

Mergulho agora o “nirvana”, para encontrar tantas emoções que

Desperte sensações siderais de grande paz, para

Bailar contigo, entre poeiras cósmicas e néons.

Não precisa nem me abandonar, acaso sim, irei

Como argonauta num barco de papel crepons

Em ékstasis siderais.

O teu olhar

O teu olhar que me levava ao paraíso central,

Entre promessas, acenos não imorais que me desnudava.

O teu olhar, cor de ébano, quando me incensava,

Chamas de ébano, entre o teu olhar e o meu.

O teu olhar me faz(s)cinava quando te encontrava nas esquinas,

Entre idas e vindas, eterno sonhar.

O teu olhar que me beijava entre aquarelas,

Caleidoscópio

E mandalas e amuletos que fazia ser de ti.

O teu olhar que me amava, entre momentâneos desejos,

Lampejos, brilhos e arroubos que me fazia olhar o teu olhar.

Entre luz tênue e lençóis

Reviro-me entre lençóis olhando as estrelas espelhadas no teto

Dos seus olhos, que caem molhando o meu corpo, envolvendo

As recordações febris,

Relembro as coisas certas que fiz erradas e erradas que eu fiz certo

Para não você não me deixar partir.

Não estou aqui pedindo uma segunda chance

Que me dê razão, mas não me dê escolha

Pra cometer o mesmo erro outra vez.

Reflexões ah, reflexões tardias que se esvai entre os nossos

Corações perdidos não sabem onde, entre as estrelas que caem,

Quando saio porta fora e subo a rua cantarolando aquela musica

Profana que não sai dos seus ouvidos sempre atento para

Escutar uma nova canção, inusitada, colhendo um novo sentido,

Entre almas furtivas que percorre labirintos, como errantes

Que somos percorrendo estradas cujo destino nos

Levará a nos reencontrar quem sabe, entre luz

Tênue e lençóis.

Amor em tempos de Apocalipse

Sinto uma vontade de dizer sempre “Te Amo”,

Fazendo uma sagrada união, cabalística, cheia

De esoterismo, sem efeitos conspiratórios, contrito,

Emanando sentimentos incontroláveis e uníssonos,

Sem fabulas, dançando farândola, com um bando de

Desprovidos de amor próprio, talvez.

É fantástico dizer “Eu te amo”, soando ao som de Love Hurts,

Hospedando-nos no talvez Hotel Califórnia, como águias,

Percorrendo o Rio Almada, de um extremo ao outro, em

Direção ao mar.

Quem sabe se um dia colherás memórias, escritas

Em papiros, pelos padres do Deserto, solvendo meias-taças,

Envolta em meia-luz, emanadas, através da meia-noite, cor

De chumbo, ardiloso, como se fosse uma argonauta, em busca

De novos anjos, para anunciar uma nova paróquia, entre parênteses.

Agora forjados como se fossemos novos profetas, anunciando o apocalipse

Segundo O amor, entre os céus e a terra, que nos resgatará após o enlace,

Prescrito no vigésimo capítulo, do livro inicial dos nossos sonhos,

Sonhados, entre uma Parole, ou um dizer ou não.

Preciso te dizer sempre que Te Amo!

Águia Dourada

Ela era uma águia, alçava voos no meu coração

Que queimava como as cinzas da Fênix

Brotando beleza e amor.

E “Dourada” era o seu nome

Os seus olhos eram de cristal

Fazendo-me um louco homem

Adormecendo na noite escura que era sua

Brotando o que jamais se consumou

Ela tinha isso

Quando eu era o porto seguro

Ela era o fogo, em seu desejo

De querer ficar livre para sempre e voar entre sonhos,

Entre a terra e a lua, eternos sonhar

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Amor de Déjà Vu

Amor de Déjà Vu


Idos, não vividos em estações passadas,

Que incólumes não saíram, se vivemos

Ou fantasiamos, nos levando a sonhar,

Talvez sim, Déjà vu, em plena La Décadence, que nos

Leva a ilusões latentes, plantadas em nossos corações,

Ficcional, com o passado que não existiu plenamente.

Sonhamos ou não?

Talvez sim?

Juntamos pétalas da rosa ocidental que não plantamos

Nas luas crescentes ou na sombra de uma arvore que também

Não plantamos, por falta do ocaso do sol, envolto em nuvens

Perversas que não deixa os nossos sentimentos, brilhar

No horizonte, onde nos descampados os nossos olhos não alcançam sem antes limitar-nos entre a vontade de querer e o talvez de um dia

Que tentaremos alcançar entre a vontade de Deus que em parcimônia

Altruísta não interferirá nas vontades latentes que nos unirá por,

Livre arbítrio que só em nossos pensamentos podemos arquitetar,

Déjà vu... Viva La Décadence do amor que está por vim como

Raios ensombros, entre nuvens com desenhos de abraços iluminadas

Com os raios do eterno luar, permeando a noite ou o dia que

Pensamos existir.

Colheita do coração

É estranho,

Mas tu és esta bela história de amor

Que eu nunca cessarei de ler

Tu és do ontem e do amanhã

Bem linda demais

Tu és como o vento que refrescam os meus apelos

Por momentos, você não me compreende,

Você Que ama o vento e o perfume das rosas!

Escuta-me,

Eu te juro

Como eu adoraria que tu me compreendesses,

Tu és o meu sonho proibido,

Tu és para mim a única música

Que faz dançar as estrelas sobre o firmamento cósmico

Que serão abalados no momento oportuno

Vem! Beija-me, fazendo pulsar o meu coração.

Como tu és bela

Como palavras, e mais palavras,

Começando a colheita do meu coração.

Ainda bem, bem ainda

Ainda bem que você me mata aos poucos,

Quando passa nas avenidas que flutuam em seus olhos,

Perspicaz, que me devora entre crimes do divino amor

E absolvição da sua ausência sentida, entre descompassos,

Irmã do tempo.

Ah, solidão que me faz percorrer ruas amargas, roubando

Ilusões dos transeuntes, possuidores das mesmas dores

Que trago no peito que ainda arde por ti.

Ainda bem que tráfego como equilibrista,

Sonhador dos falsos presságios, das dores do mundo,

De forma não bíblica, salmista talvez.

Bem ainda quando retorno as ruas do passado,

Luz de candeeiros, céu estrelados que ilumina o seu corpo,

Agora não meu.

Não é tarde demais, ainda bem, meu bem, bem ainda,

Quando não mudei a fechadura do meu coração que ainda abrirá

Quando você chegar, batendo por mim, ainda bem meu bem.

Desejos

Todas as manhãs enquanto caminho, eu me pergunto

O que deu errado nas partículas do nosso amor,

Um amor que era tão forte.

E como o caminho é longo e sinuoso sinto-me mergulhado nas coisas

Que fizemos para que não desse certo

Apesar das promessas e juras silenciosas que

Fazíamos a cada instante do nosso bem querer.

Agora continuo caminhando na chuva que cai

Despertando dores e solidão

Cheio de desejos que você estivesse aqui por mim

E eu aí por ti.

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

apoesiaimperfeitas

Oásis imperfeito


Paraíso no deserto, sombras embaixo de tâmaras,

Entre dunas, como

Se fossem invadir os seus cabelos, envoltos pelas

Tempestades de areias, na presença.

Que o seu corpo presente faz.

O sol não se põe a lua nem aparece

No frio, desértico da noite, antes calor

Do dia que nos consomem.

Penso que as areias são cor de

Ouro.

Ouro de tolo que reluz, mas não

Define a cor do amor que ainda

Sinto por ti.

Sinto sede do seu corpo,

Estéril, mesmo molhado com a chuva

Que prenuncia o verão.

Sempre te lerei nos livros, Maktub, escuridões,

São aquelas que não chegarão a mim.

 

Sutilmente, Meu bem

Sutilmente você encobre-me como num eclipse diurno, quando

Apareço no seu olhar meu bem, inspirações que vem como musicas

Suaves, entre versos delicados, deliciosos como o seu coração

Arfante, que espera entre sussurros o Te quero.

Sutilmente, talvez critique as minhas ilusões nada precoces,

Embebido agora que estou, traçando linhas sutis, não ferindo

Sentimentos, endireitando veredas, entre mergulhos lindos.

Sutilmente bebo água que me acalma, dedilho palavras, entoando versos,

Entre musicas que relembra o “Meu Bem”, agora distante do chegar.

Da lua que desnudaria o sol, sou sutil na noite de estrelas que brilham, entre

Olhos não pálidos, mas enigmáticos pra saber o que há de vir.

Sutilmente, Baby a gente ainda nem começou!

 

Tributo a Silvia, “Silvinha Fernandes”

Acordei hoje com o pressentimento que você já não estava

Entre nós, juntei as minhas recordações e tomei “Um trem para

Durango”, aquele filme que assistimos em tempos estudantis

No Cine Teatro Hage, que em incursões as Lojas Americanas, depois

De muitos anos adquirir, para enriquecer as minhas memórias,

Que o tempo não apagou, solvendo doses de vinhos, re-assistir, mais uma vez,

Como se você estivesse junto a mim.

Relembro-me da música Silvia, de Stevie Wonder, que dizia,

“Silvia, Whoa, oh, oh, yeah

Mmm, hmm, Sylvia,

Você gentilmente tocou meu coração de alguma forma,

Com essa música doce, que pegou uma faísca em mim”.

Nos caminhos, várias vezes nos encontramos, cada um com

A sua história, você forte e sempre sorridente me brindava

Com aquele peculiar sorriso, que guardarei até me recolher ao

Repouso dos (in) justos, ou aonde o Altíssimo me colocar.

Glamour foram os momentos, nossas colações de grau, numa solenidade sem

Falhas, os Bailes no Esporte Clube Bahia, com “Os

Brasas”, hoje mais do que nunca importa o “Réquiem” como

Uma singela homenagem: a você “Silvia” Que os anjos nos altos Céus,

Toquem as trombetas celestiais, recebendo você!

Descanse em Paz, amiga, colega e irmã.

Pois as minhas lágrimas hoje são derramadas por você que está

Indo ao encontro do Pai, do Filho e do Espírito Santo... Amemmmm!