quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

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"Poeti maledetti"


Poetas malditos,

Construtores de versos, aversos,

incompreendidos ou desprezados

quando decompõe em palavras, celebrando

os vícios dos amores perdidos em

alguma "Bibliopolium Veterum".

Gordurosas são as lágrimas

Vertidas, manchando pergaminhos

Não folheados, letras em zigzag se

Desvirginam em imaginações não virtuosas,

"sem chance" ou "sem erros".

 

Rogamos a Vladimir Maiakovski,

Que não deu chance a vida,

Não procrastinando-se, partindo sem

Dizer um único adeus.

 

Poemas malditos nos consome, a fleura

Poética destaca-se em tempo de paz,

Somos rebeldes pelas incompreensões

Incontidas dos que não nos lê, por

Acreditarem em hieroglifos não

Traduzidos, perdidos desde a

Travessia do Rubicão.

 

Nos representam ainda que tardiamente:


Charles Baudelaire:

O precursor, autor de

Embriagai-vos de vinho, poesias ou virtudes.


Arthur Rimbaud:

O "poeta vidente"

que abandonou a poesia

precocemente.


Paul Verlaine:

pela musicalidade

e melancolia de seus versos;


“Canção de Outono”

Os longos lamentos

Dos violinos do outono

Enchem meu coração

De langor monótono.

 E sufocando,

lívido,

Quando soa a hora,

Eu me recordo dos dias

de outrora e choro.

 E vou embora

com o vento

Mal que me

Leva para cá, para lá, como

Uma folha morta.

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