Flor Amorosa única
Despertei, olhei para todos os lados,
Com olhos faiscados te
vi, flor amorosa única,
Tu que brotastes nas
terras tenras
Do meu coração, sem
espinhos, te
Abraço, aspiro o seu
perfume,
Inebrio-me, sou anjo, voo
Sem asas aparentes.
A rotina nãos nos
alimentam,
somos o agora que se
banha entre raios solares,
Esperando o orvalho
que nos alimentará.
Declamo para ti
Pablo Neruda
“Podemos cortar todas
as flores, mas
Não poderemos deter a
primavera”,
Ouço Pablo Casals, o
catalão, os violoncelos
Nos abrandam,
Busco Pablo Picasso,
Guernica, nos atrai para a
Atroz realidade de Paz
e Guerra, de Leon Tolstói.
Medito o poema
“Instantes”,
de Jorge Luis Borges, alianço-me contigo
e prometo:
Que irei mais vezes
aos jardins imaginários para
Te cultivar, flor
amorosa única
que me cativou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário