quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Deo Gratias

 


Som das vozes clamam,

Deo Gratias!

As angustias viajam, o corpo

Já não padece, louvamos os

Milagres da cura eterna.

 

Somos a graça divina, talvez não!

Somos peregrinos de uma estada sem volta,

Voamos nos abismos, entrecortamos ilusões,

Buscamos ser santo.

 

Sentimos os milagres, somos os agradecidos

Em preces não perecemos, ascendemos

No amanhecer do dia, Deo Gratias!

 

O canto de Ossanha na Cabana dos lagos

 

Mouro,

Banhos de taboas te despertaram nas águas

Turvas das lagoas, deitado na Cabana dos Lagos,

A cama de piaçava te fez vida, antes Mouro de pele

Branca, hoje salmista és!

 

Os atabaques rugiram, o nagô entoou,

Cânticos de Ossanha, nos terreiros

Você despertou, entre marafos,

Eparrei Oyá.

 

Caminheiro nato, entre matas andastes,

Manifestações médias realizastes,

Nem todos os degraus subistes.

 

Quando a liberdade ressoou, liberdades liberdade,

Entre sufrágios ecoou, o sol amainou os vulcões

Que explodiam em ti, ouviste mais uma vez

A voz que te dizia: antes Mouro de pele

Branca, hoje salmista és!

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