Deo Gratias
Som das vozes clamam,
Deo Gratias!
As angustias viajam, o
corpo
Já não padece,
louvamos os
Milagres da cura eterna.
Somos a graça divina,
talvez não!
Somos peregrinos de
uma estada sem volta,
Voamos nos abismos,
entrecortamos ilusões,
Buscamos ser santo.
Sentimos os milagres,
somos os agradecidos
Em preces não
perecemos, ascendemos
No amanhecer do dia,
Deo Gratias!
O canto de Ossanha na
Cabana dos lagos
Mouro,
Banhos de taboas te
despertaram nas águas
Turvas das lagoas,
deitado na Cabana dos Lagos,
A cama de piaçava te
fez vida, antes Mouro de pele
Branca, hoje salmista
és!
Os atabaques rugiram,
o nagô entoou,
Cânticos de Ossanha,
nos terreiros
Você despertou, entre
marafos,
Eparrei Oyá.
Caminheiro nato, entre matas andastes,
Manifestações médias realizastes,
Nem todos os degraus subistes.
Quando a liberdade ressoou, liberdades liberdade,
Entre sufrágios ecoou, o sol amainou os vulcões
Que explodiam em ti, ouviste mais uma vez
A voz que te dizia: antes
Mouro de pele
Branca, hoje salmista és!
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