quarta-feira, 27 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluzdonada

Sou o nada

 


O nada se apossou de mim,

Não observo as nuvens como

D’antes, outrora a águia pousava

Em mim, éramos sonhos uno.

 

O deserto venceu, somos agora o

Opaco da esperança, só eu sangro

Pelo seu silêncio não filial.

 

O vazio me consome, sou ausente de

Sonhos inconstantes, já não os tenho,

Apenas não a vejo no meu despertar,

Sou estertor na noite.

 

Esquivo-me dos pesadelos que me

Preme, tenho medo da solidão que

Me assola, sou a distância não programada.

 

Ocupo-me com a liberdade, sou cria do

Silêncio, tergiverso, sou o livro do

Nada, terço a liberdade, não me aqueço,

Esqueço-me de ti.

 

Sou o nada, que agora não dá para

Você refletir, sou o tempo passado,

Sou o pretérito passado.

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