Sou o nada
O nada se apossou de mim,
Não observo as nuvens como
D’antes, outrora a águia
pousava
Em mim, éramos sonhos uno.
O deserto venceu, somos
agora o
Opaco da esperança, só eu
sangro
Pelo seu silêncio não
filial.
O vazio me consome, sou
ausente de
Sonhos inconstantes, já
não os tenho,
Apenas não a vejo no meu despertar,
Sou estertor na noite.
Esquivo-me dos pesadelos
que me
Preme, tenho medo da
solidão que
Me assola, sou a distância
não programada.
Ocupo-me com a liberdade,
sou cria do
Silêncio, tergiverso, sou
o livro do
Nada, terço a liberdade,
não me aqueço,
Esqueço-me de ti.
Sou o nada, que agora não
dá para
Você refletir, sou o tempo
passado,
Sou o pretérito passado.
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