segunda-feira, 25 de maio de 2026

apoesiadeclaudioluzimagiario

Infinito imaginário

 


Infinito desejo, tenho um

Coração, deleito-me no seu

Infinito ser, não despejo

Lágrimas sem sal, murmuro

Aos quatro ventos, mergulho

Nas borbulhas das chuvas,

Curvo-me ao destino, sou solidão.

 

Suplico, dê-me amor, distribua-se entre os

Meus sonhos, apague os meus

Pesadelos, medonho é o tempo

Em sua mesquinhez.

 

Aceno, não para te dar adeus,

mas em gestos de querer o reino

da paz que habita em ti.

 

Desdenho do vento, devagar caminho

Entre as solidões do tempo, agora

Presente sou inexato, conspiro,

Trajo-me de crenças notívagas.

 

Olho o teto sem estrelas, busco entre

Pensamentos o seu não existir,

Folheio as dedicatórias veladas a ti,

entre páginas impossíveis.

 

Enfim o amor tinha que ter vida, entre

O infinito e voltar para os opostos

Signos que agora não coincidem, penso

Que esqueço, não esqueço não, prendo-me

As lembranças talhadas nas desculpas que

Tínhamos guardadas no peito, de um dia

O sonho acabar.

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