A estrela que cai
A estrela caiu, antes ascendente,
Mergulhastes ao encontro do mar,
Agora não bravio, La nave va,
Derramando o cósmico que brilhava
Entre nós, simples mortais.
O porto já não é seguro, chama-se
Solidão, antes acompanhada, agora
Solidão sem subterfúgios ou
Aparências.
O roteiro é o mesmo, não de um
filme,
Mas de um idílio que tinha e deu no
Que tinha que dar.
Trocamos as eternas alianças por
Fechaduras, sem chaves para
Abri-las de novo.
Estamos à deriva.
Madrugadas
A noite cai, pensamos que somos
Signos, nada nos dita, pensamos que
Sonhamos, somos o passado, o presente
Apenas nos acorda, meu bem, meu
mal,
Apenas acordamos
Aceleramos para ver o sol nascer,
mas
O inverno o encobre, dançamos na
chuva
Ainda precoce, mas dançamos.
Cobrimos os nossos corpos de
Gentilezas aparentes, não estais
mais
Aqui, a gelidez da ausência não
Nos completa, somos diásporas,
Somos o prenuncio do Armagedom, antes
Que as trombetas soassem.
Esperamos a Parusia!
Quem sabe se teremos.
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