Talvez o amor
Talvez o amor renasça de
Novo, talvez antes do verão ou
No início do próximo
inverno,
Antes tarde do que
nunca, assim
É o compasso de espera.
Pavimento estradas,
sonharei com
As cores das orquídeas Cattleyas,
que
Povoam as minhas ilusões
e o desejo
De amar de novo, é o
tempo.
Disfarço-me de Pierrot,
não estou
Melancólico, apenas
deixei a ingenuidade
De lado, do lado de fora
da janela
Do meu quarto, agora sombrio.
Entrego-me na madrugada,
bebo o
Cálice gélido da
solidão, agora
Não acompanhada,
banho-me com
O prateado da lua
minguante, espero
A lua nova, que logo
despertará em mim
Uma nova estrada, para
que eu não
Tenha que atravessar de
calçada,
para não te encontrar de
novo.
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