quinta-feira, 4 de junho de 2026

Talvez o amor

 


Talvez o amor renasça de

Novo, talvez antes do verão ou

No início do próximo inverno,

Antes tarde do que nunca, assim

É o compasso de espera.

 

Pavimento estradas, sonharei com

As cores das orquídeas Cattleyas, que

Povoam as minhas ilusões e o desejo

De amar de novo, é o tempo.


Disfarço-me de Pierrot, não estou

Melancólico, apenas deixei a ingenuidade

De lado, do lado de fora da janela

Do meu quarto, agora sombrio.

 

Entrego-me na madrugada, bebo o

Cálice gélido da solidão, agora

Não acompanhada, banho-me com

O prateado da lua minguante, espero

A lua nova, que logo despertará em mim

Uma nova estrada, para que eu não

Tenha que atravessar de calçada,

para não te encontrar de novo.

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