Eu nasci poeta
Eu nasci poeta, talvez num dia
Taciturno, que ecoa até
hoje
Pelos meandros das palavras,
Amorosas, tortuosas, cheias
de melancolias.
Revejo os caminhos
perdidos, refaço-me com
Versos cheios de paixões
do amor
Que se foi e que afloram
Em tempo de paz e
explodem nos
Tempos das tempestades
interiores.
Não tenho como esconder
as feridas,
Latentes e presentes, quando
eu
Estou caminhando no
deserto,
Sou estéril, nada é
doce.
Faltam-me palavras, revejo
escritos
Antigos, banho-me entre cachoeiras
De letras escorregadias,
ensaio
Cantos, grito no eco do
tempo,
Engulo choros noturnos,
busco a
Lua prenhe de estrelas,
grito, luz,
Câmera, ação!
Estou poeta.

Nenhum comentário:
Postar um comentário