domingo, 21 de junho de 2026

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Eu nasci poeta


Eu nasci poeta, talvez num dia

Taciturno, que ecoa até hoje

Pelos meandros das palavras,

Amorosas, tortuosas, cheias de melancolias.

 

Revejo os caminhos perdidos, refaço-me com

Versos cheios de paixões do amor

Que se foi e que afloram

Em tempo de paz e explodem nos

Tempos das tempestades interiores.

 

Não tenho como esconder as feridas,

Latentes e presentes, quando eu

Estou caminhando no deserto,

Sou estéril, nada é doce.

 

Faltam-me palavras, revejo escritos

Antigos, banho-me entre cachoeiras

De letras escorregadias, ensaio

Cantos, grito no eco do tempo,

Engulo choros noturnos, busco a

Lua prenhe de estrelas, grito, luz,

Câmera, ação!

Estou poeta.


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