Toco os seus olhos
Toco os seus olhos, na distância,
Busco sentidos, prolifero entre
Sentimentos latentes, que me invadem
Na noite, sou relâmpago.
Toco os seus olhos, para sentir a
Brisa que baila entre os seus cabelos,
Agora revoltos, estou distante.
Quando as palavras me invadem,
as incertezas persistem em nos sufocar,
somos o que fomos, e o que queremos ser.
Aprofundo-me, a sinestesias não nos
Aproximam, somos solidão, somos
O que deixamos nos perder na linha tênue
Do tempo, agora somos distância.
Incensamos o futuro, estamos ao Deus
Dará, e se Deus não dá, seremos apenas
Estradas opostas, sem nos olhares.
Quando toco os seus olhos, sinto saudades.

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