Estou desfibrilando o
meu coração poético
Entre poesias desfibrilo
o meu
Combalido coração de
poeta,
São choques internos,
Seco pétalas que sangram
em
Meu peito, apenas
poesias memoriais.
Tomo pílulas insordiana,
desfibrilo memórias
Que não se apagam, meu
coração ainda
Bate, agora desordenado
e esperançoso.
A minha poesia floresce,
não nasceu
Natimorta e não foi abortada
pelo bico da pena,
Embebida pelo velho e
companheiro
Tinteiro, que agora
repousa na
Escrivaninha dos meus
sonhos saudosista.
Absorvo-me da precoce
despedida, ti
Vi desaparecendo na
escuridão da minha
Alma, agora renascido,
procrio aquilo
Que se chama retorno.
Disseco o meu peito, sou
cirúrgico,
Sou o ocaso das letras
que agora bate
No meu coração, sem (o)pressa(ão).
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