segunda-feira, 22 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzdocoração

Estou desfibrilando o meu coração poético

 


Entre poesias desfibrilo o meu

Combalido coração de poeta,

São choques internos,

Seco pétalas que sangram em

Meu peito, apenas poesias memoriais.

 

Tomo pílulas insordiana, desfibrilo memórias

Que não se apagam, meu coração ainda

Bate, agora desordenado e esperançoso.

 

A minha poesia floresce, não nasceu

Natimorta e não foi abortada pelo bico da pena,

Embebida pelo velho e companheiro

Tinteiro, que agora repousa na

Escrivaninha dos meus sonhos saudosista.

 

Absorvo-me da precoce despedida, ti

Vi desaparecendo na escuridão da minha

Alma, agora renascido, procrio aquilo

Que se chama retorno.

 

Disseco o meu peito, sou cirúrgico,

Sou o ocaso das letras que agora bate

No meu coração, sem (o)pressa(ão).

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