quinta-feira, 25 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzinverno

Solstício invernal


Visto-me para viver a mais longa das

Noite, não há melancolia, ouço suspiros

Da lua, o sol da meia noite não

Se põe.

 

O que está por vir pode ser bonito,

Contento-me, bailo nas nuvens, sapatilho

No chão úmido, não perco a fé.

 

Dizem que o inverno é triste,

reencontro-me com as estrelas,

não toco Cítara, toco os seus olhos

que me inebria nesta estação invernal,

 

Estou em paz, o tempo de Deus é

Dele, basta-me aceita-lo, sou

Promessas não cumpridas, as ilusões

Me devoram, me ensopo na chuva,

Minhas lágrimas ninguém verá.

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