sexta-feira, 5 de junho de 2026

apoesiadeclaudioluzcalmaria

Ó Minh’ alma

 


Ó Minha’ alma, clamo-te que espere

Silenciosamente a próxima aurora,

Que deverá trazer esperanças, quem sabe

Uma sinfonia inacabada, ou uma nova ode,

Ao silêncio que agora reina.

 

Ó Minha’ alma, chegue batendo palmas,

Encantando-me de novo, torna-me

Alvissareiro, alvissaras declamarei

o que agora me fere.

 

Ouvirei os cantos das sereias, mergulharei 

numa nova Odisseia, não homérica, mas navegarei

Num espaço celeste que os apaixonados

Chamam de renascimento, quem sabe buscarei 

uma nova Ilíada?

 

Que eu me embriague nas

Noites insones.

 Ó Minh’ alma!

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