Ó Minh’ alma
Ó Minha’ alma, clamo-te que espere
Silenciosamente a próxima aurora,
Que deverá trazer esperanças, quem sabe
Uma sinfonia inacabada, ou uma nova
ode,
Ao silêncio que agora reina.
Ó Minha’ alma, chegue batendo palmas,
Encantando-me de novo, torna-me
Alvissareiro, alvissaras declamarei
o que agora me fere.
Ouvirei os cantos das sereias,
mergulharei
numa nova Odisseia, não homérica,
mas navegarei
Num espaço celeste que os apaixonados
Chamam de renascimento, quem sabe
buscarei
uma nova Ilíada?
Que eu me embriague nas
Noites insones.
Ó Minh’ alma!
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