O poeta de Pirangi

O poeta de Pirangi
O Poeta de Pirangi

terça-feira, 25 de agosto de 2026

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Postas restantes

 



O silêncio cala, não estou perdido,

As essências que povoam a minha mente

Me libertam, a flor de lótus está florescendo,

O inverno já acena o último adeus,

Sou primaveril.

 

O vento sibila nos meus ouvidos, estou

Sedento da sua voz, paciência nem tudo

É perfeito, não sigo as regras, grito, sem

Lamentos sigo folheando os seus olhos.

 

Antes eu vivia no mundo da lua, hoje

Percorro o mundo das poesias, reajo as

Inspirações, mergulho sem noção,

Me escrevo, te escrevo aguardando

Respostas.

 

As postagens não tem carimbos, são postas

Restantes esquecidas nas prateleiras dos

Correios local.

 

A distância é espessa, penso que as missivas não

Chegam a ti, não é ilusão, mas o quase perfeito

Que incendeia o meu coração, agora cauterizado

Pelas metáforas constantes e escrita nas

Páginas amareladas do meu diário imperfeito.

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