Entre tábuas e esmeraldas
O meu amor continua esotérico,
Entre tábuas e
esmeraldas divago o
Cosmo da minha
alma, a vida é
Breve e o que
está dentro, está fora
E o que está
fora, está dentro
Das
constelações que bailam entre os
Firmamentos,
não fictícios.
Os céus e as
estrelas se movem,
As linhas
imaginárias estão visíveis,
Tento burlar os Trópicos de Câncer e de
Capricórnio que pesam em Libra, rasgo
O tratado de
Tordesilhas, adormeço
Entre
constelações, voo livre sem
Ser absoluto.
A essência me
retoca, ressona-se numa
Voz que
decreta: "It's a Long
Way",
as
Incertezas não
coibi os meus pensamentos,
A esperança me
ensopa, não vejo teorias
Conspiratórias,
afinal os seus olhos estão
Em Vênus.
O Deus cósmico
emerge entre nuvens,
Os megatons iluminam
a pedra filosofal, sou
Alquimista,
realizo a crisopeia, alinho os meus
Desejos, ainda
te busco.
Busco também pela
própria verdade que escorre
Nos meus
pensamentos, sou consumido,
Sou mais um na
multidão.
Tento não ser escravo
da empatia e nem
Do egoísmo, enxergo
além do tempo
Passado, busco
o amanhã.
Entrelaço o
meu dedo anelar ligado aos
Músculos do meu
coração infinito, que ainda
Se embriaga com perfumes e o mel das crenças
De que o amor continua eterno.
Por isso Decreto: continuarei te descrevendo
Entre tábuas
E esmeraldas, sem ilusões aparentes.

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