O poeta de Pirangi

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O Poeta de Pirangi

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Conversando com os Vagalumes

 


As vezes eu me sentava no banco

Do jardim, morto de amor, não tinha

Cansaço, a aragem que vinha da fonte

Refrescava o suor do meu rosto, mas ao

Ouvir os batimentos do meu coração as

Angustias me sufocavam.

 

Pensava em desaparecer, só pensava, achava

Que me cansaria no meio do trajeto e sentisse

Saudades do banco que há pouco eu ocupava, tendo

Como testemunhas uma fonte luminosa, neon’s e

Esperanças vindouras.

 

O aroma das flores me vivificava, o vento

Soprava em sussurros, tende bom animo,

Beba da chuva que cai.

 

Contentava-me com o brilho dos vagalumes

Que iluminava as bem-me-quer, malmequer, me

Perdi na última pétala, até a loucura... de jeito

Nenhum! ao amanhecer do último dia, talvez.

 

 

 

Désirée

 

Te convido para um Déjà Vú, prometo

Que será uma nova viajem, buscaremos

Novos caminhos, beberemos de outras

Fontes, voaremos bem alto para beber das

Nuvens.

 

Encontraremos nós pelos caminhos, não os

Laços que roubam a beleza das musicas

Celestiais, cantaremos.

 

Testaremos as nossas forças, seremos

Luzes, as escuridões não moram em

Nossos olhos, aprenderemos com o tempo,

Cairemos com classe.

 

Em caso de lucidez abraçaremos

A loucura que a vida nos propuser, e

Loucamente seremos dois.

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