Eu naveguei
Um olhar parado, fixo no
vazio,
Onde o tempo é cinza e o peito esfria.
Sentimentos esgarçados pelo fio,
E uma dor na alma que não se desvia.
Tantas flores tentam,
com bravura,
Sobreviver aos destroços do chão,
Encontrando vida na amargura,
E força no resto do coração.
Sou um privilegiado
neste mundo,
Que empreenderam a viagem a fundo,
Sem precisar navegar no mar.
Pois não foi nas águas
que naveguei:
Foi em ti, espelho, abrigo e calor,
Que cruzei fronteiras e me achei,
Rompendo o que me afastava de mim,
Com amor.
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