RECONHECIMENTO DO POETA
Postagens de Poesias e Pensamentos do Poeta Itajuípense Cláudio Luz com o intuito de promover o livre pensamento
domingo, 31 de maio de 2026
sexta-feira, 29 de maio de 2026
apoesiadeclaudioluznomundodalua
Estou no mundo da lua
Uivo quando a noite vem, te beijo, beijo
De verão secretos, ofereço-te
Uma rosa prata, vivo os sonhos meus,
As nuvens me encantam, sou a
Madrugada perene, sem pesadelos sou
Você.
Encorajo-me, sou lobo solitário, caminho
Entre a sua pele, sinto o pulsar do seu
Coração, sou gélido em busca de acalantos
Que não vem.
Ouço o seu respirar, a neblina é densa,
Ouço os seus passos, vejo o arfar dos
Seus olhos, sou solidão.
Não tenho alcateia, sou planície horizontal,
Espero o seu nascer cintilante, sou
O passageiro do último trem, sou
Você.
A sinfonia é o meu corpo, visto-me,
Danço como em serestas estivesse, dois
Pra lá, dois pra cá, a floresta replica, somos
Apenas dois, somos encontros e
Despedidas, até o pulsar da lua utópica,
Que nunca nos decifrará até o
Sol se pôr.
"Je suis no monde de la lune.
Je hurle quand la nuit vient,
je t'embrasse, baiser D'étés secrets,
je t'offre Une rose d'argent,
je vis mes rêves, Les nuages m'enchantent,
je suis l'Aube pérenne, sans cauchemars,
je suis Toi. Je m'encourage, je suis un
loup solitaire,
je marche Entre ta peau, je sens le
battement de ton Cœur, je suis glacial en quête de berceuses Qui ne viennent
pas respiration, le brouillard est denso, J'écoute tes pas, je vois le
halètement de Tes yeux, je suis la soliditude. horizontale, J'attends ta
naissance cintilante, je suis Le passager du dernier train, je suis Toi.
La symphonie est mon corps, je m'habille,
Je danse comme si c'était des serénades, deux Pas par ici, deux pas par là, la
forêt réplique, nous sommes Seulement deux, nous sommes des rencontres et Des
Adieux, jusqu'au battement de la lune utopique Qui ne nous déchiffrera jamais
jusqu'à ce que le Soleil se couche."
Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Direitos reservados:
Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998
Tradução: Google
quarta-feira, 27 de maio de 2026
apoesiadeclaudioluzdonada
Sou o nada
O nada se apossou de mim,
Não observo as nuvens como
D’antes, outrora a águia
pousava
Em mim, éramos sonhos uno.
O deserto venceu, somos
agora o
Opaco da esperança, só eu
sangro
Pelo seu silêncio não
filial.
O vazio me consome, sou
ausente de
Sonhos inconstantes, já
não os tenho,
Apenas não a vejo no meu despertar,
Sou estertor na noite.
Esquivo-me dos pesadelos
que me
Preme, tenho medo da
solidão que
Me assola, sou a distância
não programada.
Ocupo-me com a liberdade,
sou cria do
Silêncio, tergiverso, sou
o livro do
Nada, terço a liberdade,
não me aqueço,
Esqueço-me de ti.
Sou o nada, que agora não
dá para
Você refletir, sou o tempo
passado,
Sou o pretérito passado.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
apoesiadeclaudioluzimagiario
Infinito imaginário
Infinito desejo, tenho um
Coração, deleito-me no seu
Infinito ser, não despejo
Lágrimas sem sal, murmuro
Aos quatro ventos,
mergulho
Nas borbulhas das chuvas,
Curvo-me ao destino, sou
solidão.
Suplico, dê-me amor,
distribua-se entre os
Meus sonhos, apague os
meus
Pesadelos, medonho é o
tempo
Em sua mesquinhez.
Aceno, não para te dar
adeus,
mas em gestos de querer o
reino
da paz que habita em ti.
Desdenho do vento, devagar
caminho
Entre as solidões do
tempo, agora
Presente sou inexato, conspiro,
Trajo-me de crenças notívagas.
Olho o teto sem estrelas,
busco entre
Pensamentos o seu não
existir,
Folheio as dedicatórias
veladas a ti,
entre páginas impossíveis.
Enfim o amor tinha que ter
vida, entre
O infinito e voltar para os
opostos
Signos que agora não coincidem,
penso
Que esqueço, não esqueço
não, prendo-me
As lembranças talhadas nas
desculpas que
Tínhamos guardadas no
peito, de um dia
O sonho acabar.
sábado, 23 de maio de 2026
apoesiadeclaudioluzsublimação
Sublimação
Transmuto-me em desejos,
Purifico-me entre
devaneios
Absolutos, te penso em
pulsões
Metafóricas, voo para o
absoluto.
O cotidiano já não é o
mesmo, estou
Perdido na multidão, não a
vejo, entre
Pensamentos, sou o
passado.
Idealizo-me, não sei se
buscarei
Um novo horizonte, continuo
poeta,
O tempo está proibido de
me mudar,
Não sei em que ponto cardeal
irei
Me nortear, tudo é indelével,
Não posso esquecer o amor
primitivo, que
Não nos limitavam.
Intitulo-me como sendo o
último romântico
Em tempos de desencontros
e finais, instintivo
Será o tempo sublimado que
agora repousa
No passado, não distante.
terça-feira, 19 de maio de 2026
apoesiadeclaudioluzpendulobulssola
Confidências sem bússola
Confidencio com o tempo, extingo-me,
As respostam não chegam,
os
Burburinhos da madrugada
ressoam
Nos passos cálidos, nas
calçadas
Gastas pelos passos
perdidos, sou
Pensante.
Sou cumplice da manhã
renascidas,
As cinzas agora se perdem
na imensidão
Dos altos escarlates, sem
estandartes
Ouço a voz de Dom Quixote
e o ranger
Dos moinhos, que uivam aos
Quatros ventos, sou andante.
O Senhor das esferas me
guia, encanto-me
Com a lua, agora
crescente, sigo o rio que
Moureja, sou o pêndulo do
tempo.
Ouço o canto dos anjos celestes,
as
Estrelas fazem o coro repetidamente,
As constelações dançam, as
flores
Permeiam o caminho, sou
melodia.
Atravesso as cordilheiras
sem pensar
em cair, impetuosamente atravesso
os
desertos impostos, vejo a
Luz, Estou salvo?
segunda-feira, 18 de maio de 2026
apoesiadeclaudioluzsolitario
Solidão
A noite me acompanha, sou
A solidão rarefeita, o céu
está
Solitário também, as
estrelas cambaleantes
Se confundem, entre o
etéreo sideral
Chamo o seu nome, não me
escutas!
A lua torneada não me
preenche,
O relógio antes explicito
parou no
Tempo que agora não me
alimenta.
Engulo seco, não existe
lágrimas, nem
Choro conclusivo, sou a
escuridão que
Eu mesmo criei, fecho-me
no meu mundo,
Traiçoeiro sou.
As estradas de um novo dia
me espreitam,
As sandálias para a
caminhada estão
Afiveladas, penso na ida,
penso em voltar
Sozinho de novo, mas este
é o caminho,
Esta é a estrada para uma
nova noite só,
Devorarei em silêncio os
pensamentos
E as lembranças do seu partir, sem mim.
