sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

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 ...E o vento levou


 


Poeiras cósmicas me consome,

Sou brando, não incoerente,

Tergiverso sobre os seus olhos,

Vejo o amor dilatado como uma

Canção há muito ouvida.

 

O vento não se cansa, sussurra

Incansavelmente que o meu amor

Não foi embora, apenas adiou a

Sua vinda.

 

Ouço passos, visto-me com águas

De cântaros, aperfeiçoados pelo

Oleiro de sonhos, sou vida.

 

O precoce sibilar dos ventos

Uivam, pressinto chuvas, o cinzento

Das nuvens prescrevem raios sem

Luzes infinitas, lamento.

Sinto o seu caminhar, os meus lábios

Sussurram o que há de vir, você

Deslizando em brancas nuvens que

O vento não levou, contento-me

Com uma ventania de cada vez.

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