...E o vento levou
Poeiras cósmicas me consome,
Sou
brando, não incoerente,
Tergiverso
sobre os seus olhos,
Vejo
o amor dilatado como uma
Canção
há muito ouvida.
O
vento não se cansa, sussurra
Incansavelmente
que o meu amor
Não
foi embora, apenas adiou a
Sua
vinda.
Ouço
passos, visto-me com águas
De
cântaros, aperfeiçoados pelo
Oleiro
de sonhos, sou vida.
O
precoce sibilar dos ventos
Uivam,
pressinto chuvas, o cinzento
Das
nuvens prescrevem raios sem
Luzes
infinitas, lamento.
Sinto
o seu caminhar, os meus lábios
Sussurram
o que há de vir, você
Deslizando
em brancas nuvens que
O
vento não levou, contento-me
Com uma ventania de cada vez.
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