quarta-feira, 29 de abril de 2026

apoesieclaudiouzsemamordemorte

O amor não morre


 

O amor não morre, encanta-se

Na transcrição de uma poesia de

Despedida, incrustrado no coração

Do poeta, a ferro e fogo, que chora

A sua dor incontida.

 

 

O amor vira pólen do tempo,

Germinando em outros corações,

Em estações difusas, sem olhar para

O passado que ficou para trás, esperando

A colheita de novas esperanças num

Futuro, talvez incerto, quem sabe?

 

O amor deixa saudades, pois

Não se despede, simplesmente vai,

Deixando o tempo claudicante, no

Íntimo ser de quem fica para

Atrás sem retrovisor.

 

O amor, apesar de ser chama eterna,

Chega Sorrateiramente, se esgueira

Quando os amantes adormecidos sonham num

novo amanhecer de luz ou de trevas.

 

O amor é filho incógnito, um pária

De direito, pois não órfão, deixa os

Amantes viver as amarguras da

Despedida, antes não pensada.

 

O amor é balsamo, que cura

Todas as dores causadas por ele mesmo,

Inclusive as dores do mundo.

 

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998

Nenhum comentário:

Postar um comentário