segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Elegia para o meu filho Diêgo

Elegia para o meu filho Diêgo 

*09.09.1985 + 15.10.2023


Meu filho!

Pensei em não estar aqui quando você partisse,

Deus não permitiu, e agora o choro rasga o meu

Coração, dilacerando a Minha alma, fazendo o

Meu choro se esbaldar, não como em festas,

Mas acompanhado da dor que dilacera o meu coração

Doído agora pela sua partida para o Reino que te espera.

Entre constelações que agora levitam, levando o

Meu sonhar para além da minha imaginação.

Como já dizia a poeta; “Agora habita dores” no meu

Peito, e o meu riso já não será mais o mesmo quando

Eu me lembrar de você.

Embora o destino assim quisesse os turbilhões

Fervilham na minha mente por não ter feito mais e mais,

Quando era necessário em vida.

Agora o Deus infinito, só me deixou o pranto e a alegria

No dia em que estaremos juntos, talvez num campo de centeio, ou na profusão dos sonhos que diuturnamente sonhei para ti.

Maktub: Estava escrito no agora, o Aqui Jaz.

Agora com os olhos marejados, recito a resignação:

"O Senhor deu, o Senhor tirou; louvado seja o seu nome!" Jó 1.21b

 Até breve, meu filho.

Cláudio Luz

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

apoesiaacumulada

Quando você me acumula


Que afloram do universo atemporal.

Quando você me acumula, preenchendo

As lacunas do amor infinito que me

Detém para ti, procuro amar-te

Infinitamente, embora acreditando.

Que acalma os batimentos de meu coração

Plenamente enamorado, entre anjos e santos que

Te completa através das incursões, que me sensibiliza,

Quando em contemplação, eu recebo o seu abraço.

Quando você me acumula,

Sinto o balsamo que escorre entre os seus dedos,

Que me absorve

Pausadamente percorrendo o meu corpo sedento

Dos seus afagos,

Abrindo os meus olhos que busca os caminhos,

Entre idas e vindas, ainda que no fundo eu não acreditava

Que acontecesse

Na plenitude dos sentimentos profanos que exalava do universo

Paralelo que nos vigiava noite e dia, sem exclamações

Perenes.

Quando você me acumula,

Ardo entre lacunas sedentas de sentimentos

Utópicos que exageradamente às vezes

Representa o amor que tenho por ti.

Quando você me acumula,

Ah! Sinto as fantasias, que vai e que vem, trazendo e levando

Loucuras não senis, que me faz desfalecer, quando sou levado

Por tuas mãos até você.

Quando me acumulas!

Night and day as margens do Almada

Encontro-me entre trevas e luzes,

Jardins e caminhos estéreis, águas de pântanos,

Que se esvai com os meus pensamentos que não fluem

Em plena BA 262.

Agora é noite, a cidade dorme-nos

Braços de Vênus, vigiado por Morpheu, que taciturno está

Observando o novo raiar.

O dia vem a galope, entre magias, oferendas que talvez não

Sejam aceitas, pois os processos são muitos,

Sem tintas, ilusões e justiça que tarda e falha no cotidiano

Do night- and - day.

Assim caminhamos entre santos e entidades,

Que brilham no dia ou se escondem nas brumas,

Que campeiam, singrando rios e mares, entre exílios,

Aonde os meus sonhos não cabem, pois insensível na noite

Ou no dia estou às margens do Rio Almada a te esperar.

 

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

apoesianoturna

 

Alimentamos os nossos amores para nos reencontrar


Para Você Amorzinha!


Desdobramo-nos em noite de solidões, acuados entre

Travesseiros, fronhas e lençóis, esperando, observando

O sol da meia noite, que antes alimentava os nossos

Corações distante um do outro.

Portamo-nos como lobo e loba, solitários, sem uivos, ou

Lamentações, buscando razões por tamanha vida

Solitária que O Senhor das Esferas nos esqueceu,

Nas noites insones, esperando nos unirmos como lobo e loba

dos Urais, que aquecesse os nossos peitos febris.

Não esboçamos reações adversas, meditamos em árduas

Inquirições, o que o Senhor das Esferas guarda

Para nós?

Eis que ressurgimos, refletindo nuvens passadas,

Reacendendo lembranças, tomando-nos como prendas

Da vontade divina que nos fez ressurgir ao reencontrarmos.

Agora que estamos juntos, trocando juras de amor

Eterno, sentimentos profundos, vidas renascidas e um

Novo limiar a seguir.

Somos frutos que o Senhor das Esferas cultivou

Nos Invernos das nossas vidas, que nos tornou

Almas Gêmeas, para caminharmos entre estrelas

Ascendentes e luares que só nós dois agora podemos decifrar.

Somos iguais, alimentandos os nossos corações e agradecendo

Ao Senhor das Esferas, que agora nos uniu num

Só corpo, que só você e eu podemos nos deliciar.

apoesiamatinal

No limiar do te amar


Inicio-me na manhã, após os meus sonhos de te querer,

Entre a penumbra e os orvalhos que dissipam-se e se esvai,

Depois da madrugada que não corrompeu as promessas

Que fiz ontem a ti.

Visto os meus olhos, coração acelerado, leito vazio, de bem,

Querer no escuro do dia ou na claridade da noite que

Estar por vir.

Bebo os raios dourados, faço postagens dos meus beijos

Endereçados aos seus lábios que agora também desperta

No limiar, talvez em sonhos furtivos e espumas flutuantes

Que escorrem do seu corpo agora banhado entre carícias

Ausentes, sentindo o meu ser.

Somos desejos, entre cortinas e bouquet de flores

Que plantamos e agora queremos colher.

Ode ao silêncio

Enquanto as bombas atômicas, nêutrons e outros artefatos

Não explodem, o meu coração está fragmentado entre memórias,

Ocasos futuros.

Desdigo as boas novas que eu sei que não chegará até nós,

Mea-culpa por não ter ido, trilhando caminhos que ainda

Iremos percorrer em busca, volta para o futuro que não virá,

Entre nuvens e anjos, da morte não sei.

Orações emanam, entre os céus e a terra que andamos sem amar,

Pensando no amanhã que talvez não virá.

Somos órfãos da pedra angular, das aves dos céus que não tem onde descansar.

Canta Uirapuru, silêncio na floresta sepulcral que está a queimar.

terça-feira, 10 de outubro de 2023

apoesianemequittepas

Maravilhosa, Ne me quitte pas


Divina maravilhosa, você é a razão de minha felicidade,

Agora no seu colo que me abriga,

Apesar da distância do nosso querer bem não nos afastamos,

Apesar de não estarmos juntos ouço aquela canção "Ainda bem"

Na primeira pessoa.

Desejo você entre ruas e becos, te beijando na boca,

Sem roupas, imagina sem roupas...

Chego pra te conquistar com caras e bocas, com vontade

Que você mesmo querendo não podes me rejeitar,

Ligo nesta noite que me afoga, entre fronhas e lençóis,

Aonde não nos encontramos e estamos unidos, sem corpos e almas,

Mas nos falamos, beijando-nos, entre a terra e a lua equidistantes,

Que não nos assombra em pensar?

O que vamos nos dizer do fundo dos nossos corações

Que agora faz overture, sem compassos no silêncio que não

Absorve as sedes que temos nos nossos lábios,

Que agora na madrugada não sussurram, mas sonham com

Nossas vozes que exclama: Somos divinos e maravilhosos,

Como vinho que não mata as nossas sedes, que cala as nossas

Vozes, esperando a chuva maravilhosa cair para purificar

As nossas almas que embora separadas estão calientes.

Besame me mucho, solamente una vez nesta noite ao som de

“Ne me quitte pas”.

Enigmas de Outubro

Procuro te decifrar, não como a emblemática esfinge

Do velho Egito, mas como Cleópatra ou Nefertit, entre

As dunas da Lagoa do Abaeté,

Ou nas águas escuras dos lagos que habitam também aqui.

Depois, ou ainda bem, quando ouço aquelas canções,

Lendo poemas que não escrevi pra ti.

Observo as praias, o tsunami não veio às brisas agora não

Nos sufocam quando estamos sonhando com separações de corpos.

A cidade dorme em plena manhã outobriana e primaveras

Que nascem como pétalas no seu olhar de Liz.

Ouço o seu merci, deleito-me agora entre os sinos que dobram

E o Meridien que não existe mais,

Ouço I cant stop loving you, na sua voz.

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

apoesiadodominguinho

Você é a Luz


Você é a luz que me guia mansamente

Por estradas nunca dantes caminhadas,

É por isso que eu sempre sonho com você!

E como são bons esses sonhos que me abrasa

Na noite eterna, retomando o pulsar do meu coração

Por longas primaveras,

Afogando-me nas seivas da eterna Rosa, que te perfuma.

É por isso que eu sempre vou estar por perto

Pois você é a luz dos meus olhos.

E para sempre você estará presente em meu coração.

Eu sei que isso deve ser recompensa dos céus,

Crepuscular entre raios e luzes, a interagir

Dando sentido ao luar que se aproxima, em mais

Uma noite a bailar.

 Devora-me

Devora-me pra que eu não fique embrutecido

Decifra-me para que descubras como atravessar

O precipício que nos separa, suavemente, mansamente,

Impetuosamente...

Observa-me sou o firmamento entre abraços,

Beijos e afagos que quer te seduzir,

Entre o raiar do dia e o precipitar da noite,

Sou o reflexo do seu corpo no meu, a inalar

O perfume da Rosa que talvez não veja embriagando-me

Entre taças, de vinhos ao sabor do luar.

Sou o ouro, a prata e às vezes o chumbo nas noites

Cálidas de solidão que expõe a falta que o seu corpo faz

O perfume da Rosa que talvez não veja embriagando-me

Entre taças.

Não me fites

Estes olhos que me penetram,

Sem penumbra talvez,

Estes lábios que me envolve não me deixa

Perder a ternura

Que esta dentro de ti.

Busco te encontrar, no calor da noite, no centro do universo

Aonde não consigo te encontrar.

Busco os teus braços, entre braços e abraços busco

O seu beijo, beijo-a entre os seus olhos que comigo não está.

Mas, eu não sei se louco estou na noite que esta

Começando sem você aí e eu aqui

Sinto o limiar do Ray Ban que entre os meus olhos

E os seus estar.

Mon cherry amour

Pensarei sempre sobre as coisas que nós passamos,

Embora isso esteja me machucando,

Foi um destino, construído e desconstruído.

Sobre o tempo que não foi eterno.

Quando você estava entre os meus sonhos, como uma ninfa embriagada,

Conforme as regras e a gosto dos vinhos que nos satisfaziam

Os nossos olhares flutuavam, como as ondas do mar,

Insepultos sobre as areias que refletiam o sol e a lua

Matinal.

Ah! “Mon cherry amour”

Os deuses podem, os deuses estão inertes, esqueceram

De nós dois sobre as relvas que nos encantavam,

Promovendo drinques a base do ébano que nos sombreavam,

Impermeabilizando o que nos restou, que nos faz

Seguir em frente, talvez lado a lado.

Por que eu deveria reclamar?

Mas, diga-me, qual a cor do meu beijo?

Como eu costumava te beijar?

Ah! Como você me beijava banhada pelas chuvas convectivas

Que ensopava as nossas almas sedentas, invisíveis,

Em algum lugar bem profundo.

Você deve saber que eu sinto a sua falta

Mas o que eu posso dizer?

Esperarei o julgamento, em prelúdio quando

Ouvirei a Ode entusiástica, declamado

Pelas ondas sonoras do seu coração,

Sim, é claro.

Por que reclamar?

sábado, 7 de outubro de 2023

apoesiasabadal

Um jardim


Uns jardins tentaram plantar no

Seu corpo, quando me declarei

Reguei o seu corpo com as minhas emoções

Latentes, com umas luzes da aurora boreal.

Cantei cantei, suplicando a sombra de uma

Árvore frutífera, pensando no seu pomar, não

Envolto de ervas daninhas.

Comi as fases da lua, embriaguei-me com

A sua seiva, deixei-me embriagar na latitude

Da noite e o seu ângulo angular.

Sou compasso quando te vejo em 360° graus,

Entre nuvens pra não ser o seu inferno

Astral.

Agora as flores passeiam no horizontal ou no

Horizontal dos nossos corpos, vamos Tomar

Banho de conchas, ou no jardim dormir de

Conchinhas?

Ilusionismos

Olho o seu olhar entre imagens opacas,

Silêncios que não estão entre nós.

Espero o seu riso que não chega, mas sinto o seu sorriso

Entre pálpebras e cabelos que oscilam sobre o seu rosto.

Sou luz, absorvo as suas inquietudes, às vezes dolorosas,

Afago a sua face, inspiro a sua vida quando você está a mercê

Do destino.

Reencontra-me, você se recompõe entre o momento que inspiro

E você me aspira corpos que não nos consomem,

Que agora nos faz viver.

Beijo a sua alma esperando que você beije o amor que tenho por ti.

Amor colonial

Amo-te, não colonial, coloquial sim, sem te algemar,

Mas entrelaçando Abraços, carícias e juras, sem utopias,

Mas com vontade de voar até os extremos do céu do seu corpo

Coberto de nuvens, chuvas que caem alternadamente

Quando talvez em tempos idos nos beijamos.

Ouço-te entre músicas, quando relembro lembranças daqueles

LP's e agora os cd's e Dvd's, com aquelas músicas e filmes

Que eu já não me lembro, mas não me esqueci.

Vejo o seu corpo banhando-se nesta manhã que chegou

Entre chuvas e o gosto dos nossos lábios, em idas e vindas,

]entre Abraços saudades que não chegam de chegar de dentro de ti.

Só escrevi pra te dizer que te amo, entre poesias, músicas

Que não param de fluir entre nuvens, não utópicas, mas

Como um raio misterioso que agora ilumina as nossas mentes

e pulsantes corações que agora bate ou apanha por um amor

Que não aflorou.