O poeta de Pirangi

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O Poeta de Pirangi

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

apoesiadeclaudioluzPra não dizer que eu não falei das Flores Astrais

Pra não dizer que eu não falei das Flores

Astrais


 

Desabrocho palavras, assim como

As rosas exalam palavras sutis, trago

No peito uma imensa vontade de não

Fragmentar à vontade de escrever todos os

Dias e afins.

 

Terço uma tiara que entronizarei nos seus

Cabelos pueris, não como um simples

Adorno, mas para entrelaçar os nossos

Sentimentos, sem malicias, com essências

De cumplicidades reciprocas.

 

Afinal as flores estão voltando, entre solstícios

E equinócios, beijaremos as Quatro estações,

De Vivaldi, esperando a Sonata da Primavera que

Está por vir.

 

Acataremos os espinhos, afinal a mística lírica

Nos comove, cicatrizando as nossas dores

Sentidas, entre eclipses, para não nos escondermos

Na outra face da lua.

Beijaremos a Lua de George Méliès,

Seremos eternamente “Le Voyage dans la lune”,

Para que em plena colheita, orvalhar as flores astrais,

Antes que elas morram de tédio ou pela falta

Dos carinhos que abdicamos completar, não temos

Vocação para sermos párias, mas eternamente buscarmos

Nos passos, agora perdidos na imensidão das raízes dos

Espinhos que não podemos cultivar.

 

Estendo a ti, quem sabe em algum dia, te esperar e

Pudermos lograr alegrias pelo seu retornar.

 

Vem,

Vamos voltar aos jardins campestres dos nossos

Sonhares, até breve!

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