O poeta de Pirangi

O poeta de Pirangi
O Poeta de Pirangi

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Somos poetas do deserto

 


Não usamos hábitos, lisonjeamos

As estrelas cabalísticas, cantamos

Em versos as jornadas da vida, giramos

Os nossos corpos num bailado sem

Precedente, somos orvalhos no

Firmamento terrestre.

 

Observamos a solidão como pátria,

Somos órfãos do ocaso, somos sementes

Que dão frutos doces, sorrimos com

O vento, beijamos com gosto de limões,

Não somos azedos.

 

Destilamos amor como se debulhássemos

Rosas ocidentais, somos a verdade em

Metáforas, especificamos palavras,

Mais do que palavras, conjugamos

Verbos as vezes insolentes,

Mas concreto do que abstratos.

 

Tiramos leite das pedras côncavas,

Acumulamos memórias, somos abrigos de

Risos, lágrimas também nos inspiram,

Entre neologismos somos reconexão

Etéreas, somos lápis celestiais, geramos

Sentimentos múltiplos além do óbvio,

Somos úteros poéticos sempre em

Ascensão.

 

Beijamos as nossas almas poéticas, temos

Certeza que D’entre nossa alma, paira um

Deserto rodeados de oásis férteis.

Nenhum comentário:

Postar um comentário