Somos poetas do deserto
Não usamos hábitos, lisonjeamos
As estrelas cabalísticas, cantamos
Em versos as jornadas da vida, giramos
Os nossos corpos num bailado sem
Precedente, somos orvalhos no
Firmamento terrestre.
Observamos a solidão como pátria,
Somos órfãos do ocaso, somos sementes
Que dão frutos doces, sorrimos com
O vento, beijamos com gosto de limões,
Não somos azedos.
Destilamos amor como se debulhássemos
Rosas ocidentais, somos a verdade em
Metáforas, especificamos palavras,
Mais do que palavras, conjugamos
Verbos as vezes insolentes,
Mas concreto do que abstratos.
Tiramos leite das pedras côncavas,
Acumulamos memórias, somos abrigos de
Risos, lágrimas também nos inspiram,
Entre neologismos somos reconexão
Etéreas, somos lápis celestiais, geramos
Sentimentos múltiplos além do óbvio,
Somos úteros poéticos sempre em
Ascensão.
Beijamos as nossas almas poéticas, temos
Certeza que D’entre nossa alma, paira um
Deserto rodeados de oásis férteis.

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