sábado, 31 de janeiro de 2026

apoesiadeclaudioluzcomespinhos

Poesias em pedras com espinhos



Eis a proclamação!

“Eu vos digo, que se eles calarem

 os profetas as pedras gritarão”

(Lc 19, 40).

 

Eis o compositor:

“Atire a primeira pedra, ai, ai, ai

Aquele que não sofreu por amor

(Ataulfo Alves).

 

É um longo caminho a percorrer

Pelas estradas de tijolos amarelos,

“Goodbye Yellow brick road”, vaticinou

O letrista, eis a forma de tirar leite

De pedras sem ferir o coração

Andante.

 

Enquanto os corações de pedras

cambaleiam entre muros, alucinados

Pelas pontes, caminhos pedregosos

fascinam!

 

Questão de óticas semânticas,

Afinal pedras são pedras, palavras

São somente palavras, profecias

São profecias, músicas são

Musicas e poesias são o pudor

Das almas vestidas ou despudoradas.

 

Quando o poeta constrói sequeiros de

Espinhos sentimentais, declama

Amores, as vezes dores estampadas

no eterno Céus.

pARABÉNS aLEXIA!

Alexia,

 


Mais uma etapa completa-se em sua vida, não é mais um aniversário, mas uma dádiva de Deus, inscrita nos pergaminhos eternos, que te define como defensora de sonhos alcançáveis, guerreira constante em busca do inalcançável, que brilha entre as estrelas a lua e o sol, que tem te aquecido, desde o seu nascimento.

 

Ao procurar o significado do seu nome, que vem do grego “Alexo”, verbo “Alexein”, defensora e protetora, distingue-se:

 

Aquela que protege, está proteção é demonstrada no seio onde Deus escolheu para você viver, uma mulher forte que tem como sentido de vida amparar aos outros.

 

Desejo-te Muita Luz, Saúde, Paz constantes e que O Pai, o Filho e o Espirito Santo, junto com os Santos Anjos esteja em sua vida hoje e sempre. Bençãos de Maria Santíssima!  

 

Bjussssssss!

 

Cláudio Luz

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Reconhecimento Pleno ao Poeta Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Reconhecimento Pleno ao Poeta Cláudio Luz/Luz do Almada Souza




Mutações

 


Mais do que não dito, hibridas

Palavras, o eu te amo nunca

Será individual, olhos nos

Olhos, brisas nos lábios.

 

Crueza e aspereza será como “tini”,

Primeira colheita da erva viva,

Frutos sem espinhos, abrandando

a dureza da alma, como fogo aquecido,

sem jatos de água fria, apenas

sabor.

 

Alimentamos metamorfoses,

Mas uma vez as metáforas nos redimem,

Somos horizontes, polos em busca

De voos de um para o outro.

 

Cantamos: Nada nos separará, mesmo

Que dolorosos sejamos e os momentos

Conspirarem contra nós dois.

apoesiadeclaudioluznotempo

Apenas um toque no tempo

O Coração bate apertado,

Às vezes abalos entre fendas,

(In)Cordialidades precoces,

Sonhos noturnos de uma noite de

Outonal.

 

Doce querer, o avesso e o direito

Não se distingue, nas confabulações,

Somos limitados entre o querer e o poder.

Toques divisionais desafinam,

Não somos parábolas, infinitamente

Resultados inexatos, diálogos

Imperfeitos, às vezes somos músicas

Fora do tom.

 

Nas manhãs, prelúdios, pensamos

Eternos, nas tardes somos alardes,

Prenúncios de um amanhã, talvez

Pueril ou quem sabe um inverno

Intenso para ofuscar

Mais uma vez o verão.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

apoesiadeclaudiorequiemanimal

Uivos tristes no silêncio mortal

 



Os leões rugem,

As hienas riem,

Os gatos miam,

Agora entoam sons

Lamentosos.

 

A natureza escurece, o sol

Já não aquece como d’antes,

A lua agora é do lobisomem,

As estrelas ecoam soluços,

Os pratos de rações estão vazios.

 

Kamala, minha cachorrinha

Está triste se escondendo nos cantos,

Com olhos vazios que expressam vaticínios,

Será que terei o mesmo fim?

 

Ah! caçadores urbanos, insanos,

De medulas expostas que atentam contra

Animais e humanos, tragédias

Diárias, ultimas homenagens

Não estão programadas, protestos

Aleatórios serão logo esquecidos.

 

Assim caminha os animais,

Sociais ou não, abanos das caudas já

Não despertam sentimentos, os humanos

Torpes se deleitam com os seus

Atos insanos, sem dó ou piedades.

 

Descanse em paz “Orelha”, R.I.P.

“Abacate”, que já não latem, mas

Estão a caminho dos céus dos

Cachorrinhos.

 

As coleiras rusticas estão vazias!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

apoesiadeclaudioluzespelhos

Versos entre espelhos intercalados

 


Somos espelhos intercalados,

Sem ilusões infinitas refletimos

Entre luzes, não a do fim do túnel,

Que não nos assustam mais.

 

Caminhamos para a frente, não

Retrocedemos, o amor uno

Também não!

 

Somos vidro e prata, às vezes

Quebrantados, ressurgimos em

Reflexos, refletidos nos

Sonhos, sem embalos de

Morpheus, que não nos roubam

As memórias concretas, abstratas

Sim.

 

Chamam-nos de loucos de imaginações,

Por refletirmos o nosso louco amor

Chamam-nos de arquétipos da loucura

Simbólica.

 

Em versos intercalados, quando nos

Beijamos, saindo um do outro, transitando

Entre o divino e a loucura refletida

Nos espelhos, somos a razão!

 

Cláudio Luz/Poeta de Pirangi

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Apesar de eu falar com Deus


Apesar de eu falar com Deus!

Sei que Ele me escuta,

Sei que preciso fazer mais um

Pouco de barulho, mas não sou

Tão eloquente, sou barro de barranco,

Telúrico de ancestralidades,

Sou rústico.

 

As pedras estão mais pesadas,

Os meus passos derivam no asfalto preto,

Os sinos repicam no meu silêncio,

Vejo a realidade em minha volta,

Como é difícil ser santo.

 

O amor! Ah. O amor, semente perene,

Terra insossa, o sal da terra

Não a alimenta, quando a flor

Perene não brota formosa.

 

Vivo a peregrinar, amor incompreendido,

Sermões Orantes dos Santos dos

Desertos, regados com Água Viva,

Contrito sou, sem afobamento abandono-me

No silêncio, espero que neste dia

e sempre, que Deus me escute!

 

Cláudio Luz

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

apoesiadeclaudioluzsegundona

Amar, Amar, no mar

 


Amar!

Bebo espumas que flutuam

Na praia, as areias espelham-me,

Sou o vento.

 

O burburinho dos búzios embriaga-me,

Beijo solenemente o sol, as sombras

Dos coqueiros espalham-se, sou

Apenas um transeunte, entre mil,

Não me afogo.

 

Deleito-me catando conchas,

Firo-me com água-viva, embaraço-me

Nos pedúnculos, piso nas pedras

Escorregadias, balanço-me.

 

Vejo você presente (ausente),

A lua delira no infinito,

Rogo a Gizé, indecifrável é a resposta.


Perfume de gardênias

 


Delato-me!

Relato-me quando todos estão surdos,

Sou fraco, ausente turvo o meu

Olhar.

 

Sou inocente, sentimentos profundos,

Semeiam no ar aromas intensos,

À graça quer nos perpetuar, pétalas brancas

De Gardênias nos inebriam, somos

Ébrios, na noite, dançamos.

 

Estamos surdos, meditamos

My sweet Lord, repetimos o

Hare Khrisnna, somos o ocaso,

Em preces suplicamos, pedimos

Perdão aos sentimentos, pelo amor não dito

na Grande Mantra.

sábado, 24 de janeiro de 2026

apoesiadeclaudioluzotemponaopara

O tempo não para

 


O tempo não para,

Entre loucuras factuais,

Os sonhos sempre serão festas

Fora de épocas.

 

Debulhamos sorrisos, copiamos

Lágrimas, salgamos a terra,

O deserto é fértil.

Ilusionismos são recorrentes,

Somos mágicos com palcos

Espaçosos, tiramos cartolas dos

Nossos corações, corroídos pelos

Momentos não salutares.

 

Brindamos com as esperanças latentes,

Verdejamos entre as auroras,

Dormimos no calar das noites,

Somos sonhos, as vezes pesadelos

Perdidos, nas nevoas dos pântanos

Luminosos.

 

Assim são as esferas, assim é

O senhor dos anéis, assim são

Os anjos, assim seremos eternos

Escravos do tempo que não para,

Responde com o canto das sereias.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

apoesiadeclaudioluzrepaginadas

Repaginações ilusionais

 


Detenho-me entre paredes,

Sou longitudes, as cordilheiras

Celestes transportam-me,

Sou pássaro sem asas,

Mergulho no infinito, os

Mistérios fundem-se como

Átomos oblíquos, repagino-me.

 

I have a dream,

Eu tenho um sonho, quando as

Luzes de apagam, revejo as estrelas

Em pergaminhos espirais, paro

E medito.

 

Não capitulo, hiberno em todas as

Estações, abasteço-me de suplicas

Orantes, sem padecimentos outonais,

Perco-me nos plurais, singular

Sentido que não me corrompem.

 

Repagino o tempo, ilusões a parte

Sobrevivem entre o nascer e o pôr do sol,

Nos mirantes te imagino, te busco

Em paginações novas, agora reais.