quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

apoesiadeclaudioluzdançandonapraça

 Somos as Canções não perdidas

 


Somos uma linguagem dos deuses,

Somos citaras embriagadas, os

Céus nos dá testemunhos, somos

Brisas suaves, músicas para os

Ouvidos atentos.

 

Partituras nos vestem, esvoaçados

Estão os nossos cabelos, os clarins

Invadem os ambientes propícios,

Pinçamos letras, revoamos entre

Pássaros, somos réguas musicais:

Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si. 

Si, Lá, Sol, Fá, Mi, Ré, Dó.

 

Somos errantes sem músicas, mendigos

Sem alegria, estradas sem fim não

Nos separam, tijolos amarelos utópicos

Nos fascinam.

 

Entoamos as últimas canções, ouvimos

As canções do Canário rei, o Uirapuru

Faz coro com os Aracuãns, na torre

Da Matriz.

 

"Somos crianças sentadas na praça" 

Tocamos flauta para dançar, mas os outros não,

E depois cantamos lamentos, mas os outros

não choram. (Lc 7:31-35).

Nenhum comentário:

Postar um comentário