sábado, 10 de janeiro de 2026

apoesiadeclaudioluzsabadal

Pássaro do amanhã

 


Dentre em nós misturamos

Os nossos sonhos, quiçás o canto

Do Pássaro do Amanhã, quer alvissareiro,

Em voos de liberdade ou aprisionado

Numa gaiola a pão e água.

 

Olhar a tristezas que carregam nas asas

Reprimidas, canto triste, firmamentos

Efêmeros, sem alcances, liberdade

Onde estás?

 

Mourejamos como aves agourentas,

Passos perdidos nos prendem no chão,

Somos sem asas, escravos entrecortados

Nas noites, quando esperamos o

Primeiro canto do Pássaro da Manhã que

Teima em nos acordar.

"Libertas quae sera tamen”

 "Liberdade, ainda que tardia". 


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