Enredos dissonantes
Subo no palco,
Não faço enredos, implícito
Ou explicito escrevo.
Não faço barulhos, procuro
Ser silencioso,
espalho-me
Nos burburinhos das
chuvas noturnas.
Faço histórias que se
dissipam
Nas poeiras
verdejantes
Dos meus olhos, as vezes
clinico,
As vezes cheio de
nevoas incandescentes.
Enceno, faço cenas,
sou eclético,
As vezes pluralista
até a
Medula, aceitando influencias,
Refletindo as próximas
palavras
Que não se esvaí aos
prazeres
Do vento ou dos
encantos
Das chuvas, que
agora caem molhando
O meu corpo de
inspirações, às vezes
Temporais ou
atemporais,
Apenas pré enredos.
Cláudio Luz
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