sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

apoesiadeclaudioluzsextante

Enredos dissonantes


Subo no palco,

Não faço enredos, implícito

Ou explicito escrevo.

 

Não faço barulhos, procuro

Ser silencioso, espalho-me

Nos burburinhos das chuvas noturnas.

 

Faço histórias que se dissipam

Nas poeiras verdejantes

Dos meus olhos, as vezes clinico,

As vezes cheio de nevoas incandescentes.

 

Enceno, faço cenas, sou eclético,

As vezes pluralista até a

Medula, aceitando influencias,

Refletindo as próximas palavras

Que não se esvaí aos prazeres

Do vento ou dos encantos

Das chuvas, que agora caem molhando

O meu corpo de inspirações, às vezes

Temporais ou atemporais,

Apenas pré enredos.

 

Cláudio Luz

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