terça-feira, 6 de janeiro de 2026

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Ecrã

 


Ecrã, as nossas visões nos

Dividem, a tela está branca, somos

Figuras infinitas, diálogos mentalizados,

Gestamos gestos coloquiais,

Somos contrarregra de ribaltas.

 

Não bailamos pela música, o compasso

Dos ventos não nos traem, boleros

Nos encantam, desejaríamos uma

Valsa, a última valsa, no verão.

 

Inspirações nos prolongam, não somos

Imortais, transpiramos nas celuloses,

O silêncio é cumplice.

 

Parabenizamos o oculto, transparências

São nominadas


na tela do antigo

Cinema mudo que preenchiam os

nossos olhos.



Éramos fascinados entre cenas amorosas,

Fantasiosas e violentas, éramos ecrã não

opacos, luzes se apagavam, começando

á última sessão


do cine poeira.


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