Ecrã
Ecrã, as nossas visões nos
Dividem, a tela está branca, somos
Figuras infinitas, diálogos mentalizados,
Gestamos gestos coloquiais,
Somos contrarregra de ribaltas.
Não bailamos pela música, o compasso
Dos ventos não nos traem, boleros
Nos encantam, desejaríamos uma
Valsa, a última valsa, no verão.
Inspirações nos prolongam, não somos
Imortais, transpiramos nas celuloses,
O silêncio é cumplice.
Parabenizamos o oculto, transparências
São nominadas
na tela do antigo
Cinema mudo que preenchiam os
nossos olhos.
Éramos fascinados entre cenas amorosas,
Fantasiosas e violentas, éramos ecrã não
opacos, luzes se apagavam, começando
á última sessão
do cine poeira.

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