sábado, 24 de janeiro de 2026

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O tempo não para

 


O tempo não para,

Entre loucuras factuais,

Os sonhos sempre serão festas

Fora de épocas.

 

Debulhamos sorrisos, copiamos

Lágrimas, salgamos a terra,

O deserto é fértil.

Ilusionismos são recorrentes,

Somos mágicos com palcos

Espaçosos, tiramos cartolas dos

Nossos corações, corroídos pelos

Momentos não salutares.

 

Brindamos com as esperanças latentes,

Verdejamos entre as auroras,

Dormimos no calar das noites,

Somos sonhos, as vezes pesadelos

Perdidos, nas nevoas dos pântanos

Luminosos.

 

Assim são as esferas, assim é

O senhor dos anéis, assim são

Os anjos, assim seremos eternos

Escravos do tempo que não para,

Responde com o canto das sereias.

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