O tempo não para
O tempo não para,
Entre loucuras factuais,
Os sonhos sempre serão festas
Fora de épocas.
Debulhamos sorrisos, copiamos
Lágrimas, salgamos a terra,
O deserto é fértil.
Ilusionismos são recorrentes,
Somos mágicos com palcos
Espaçosos, tiramos cartolas dos
Nossos corações, corroídos pelos
Momentos não salutares.
Brindamos com as esperanças latentes,
Verdejamos entre as auroras,
Dormimos no calar das noites,
Somos sonhos, as vezes pesadelos
Perdidos, nas nevoas dos pântanos
Luminosos.
Assim são as esferas, assim é
O senhor dos anéis, assim são
Os anjos, assim seremos eternos
Escravos do tempo que não para,
Responde com o canto das sereias.
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