segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

apoesiadeclaudioluzsegundona

Amar, Amar, no mar

 


Amar!

Bebo espumas que flutuam

Na praia, as areias espelham-me,

Sou o vento.

 

O burburinho dos búzios embriaga-me,

Beijo solenemente o sol, as sombras

Dos coqueiros espalham-se, sou

Apenas um transeunte, entre mil,

Não me afogo.

 

Deleito-me catando conchas,

Firo-me com água-viva, embaraço-me

Nos pedúnculos, piso nas pedras

Escorregadias, balanço-me.

 

Vejo você presente (ausente),

A lua delira no infinito,

Rogo a Gizé, indecifrável é a resposta.


Perfume de gardênias

 


Delato-me!

Relato-me quando todos estão surdos,

Sou fraco, ausente turvo o meu

Olhar.

 

Sou inocente, sentimentos profundos,

Semeiam no ar aromas intensos,

À graça quer nos perpetuar, pétalas brancas

De Gardênias nos inebriam, somos

Ébrios, na noite, dançamos.

 

Estamos surdos, meditamos

My sweet Lord, repetimos o

Hare Khrisnna, somos o ocaso,

Em preces suplicamos, pedimos

Perdão aos sentimentos, pelo amor não dito

na Grande Mantra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário