Amar, Amar, no mar
Amar!
Bebo espumas que flutuam
Na praia, as areias espelham-me,
Sou o vento.
O burburinho dos búzios embriaga-me,
Beijo solenemente o sol, as sombras
Dos coqueiros espalham-se, sou
Apenas um transeunte, entre mil,
Não me afogo.
Deleito-me catando conchas,
Firo-me com água-viva, embaraço-me
Nos pedúnculos, piso nas pedras
Escorregadias, balanço-me.
Vejo você presente (ausente),
A lua delira no infinito,
Rogo a Gizé, indecifrável é a resposta.
Perfume de gardênias
Delato-me!
Relato-me quando todos estão surdos,
Sou fraco, ausente turvo o meu
Olhar.
Sou inocente, sentimentos profundos,
Semeiam no ar aromas intensos,
À graça quer nos perpetuar, pétalas
brancas
De Gardênias nos inebriam, somos
Ébrios, na noite, dançamos.
Estamos surdos, meditamos
My sweet Lord, repetimos o
Hare Khrisnna, somos o ocaso,
Em preces suplicamos, pedimos
Perdão aos sentimentos, pelo amor não
dito
na Grande Mantra.
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