terça-feira, 6 de janeiro de 2026

apoesiadeclaudioluznoreisado

Ouro, incenso e mirra

 


Concelebrar a partilha, repartir

As dores, esperar o tempo prescrito,

Tempo rei, ide e visitai-o, o

Universo nãos conspira, revira

Entre perdões e omissões, somos

Ouro.

 

Inalamos o ar, dito puro nos polui,

As espirais dos vícios nos furtam,

As rosas não choram, somos incenso.

 

Multifacetado somos luto, o olhar

Da ganancia flutua, entre incertezas,

D’antes concebidas, imagens inteiras

Nos esgueiram, os pecados são

Latentes, omissões nos sepultam,

Somos mirra.

 

Ah! O amor filial, onde estás que

Não respondes, somos magos sem

Estrelas, comendo areias que nos

Cegam, quando o "In dubio na poesia"

Está presente no "in dubio pro reo".

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