Ouro, incenso e mirra
Concelebrar a partilha, repartir
As dores, esperar o tempo prescrito,
Tempo rei, ide e visitai-o, o
Universo nãos conspira, revira
Entre perdões e omissões, somos
Ouro.
Inalamos o ar, dito puro nos polui,
As espirais dos vícios nos furtam,
As rosas não choram, somos incenso.
Multifacetado somos luto, o olhar
Da ganancia flutua, entre incertezas,
D’antes concebidas, imagens inteiras
Nos esgueiram, os pecados são
Latentes, omissões nos sepultam,
Somos mirra.
Ah! O amor filial, onde estás que
Não respondes, somos magos sem
Estrelas, comendo areias que nos
Cegam, quando o "In dubio na poesia"
Está presente no "in dubio pro reo".
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