sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Mutações

 


Mais do que não dito, hibridas

Palavras, o eu te amo nunca

Será individual, olhos nos

Olhos, brisas nos lábios.

 

Crueza e aspereza será como “tini”,

Primeira colheita da erva viva,

Frutos sem espinhos, abrandando

a dureza da alma, como fogo aquecido,

sem jatos de água fria, apenas

sabor.

 

Alimentamos metamorfoses,

Mas uma vez as metáforas nos redimem,

Somos horizontes, polos em busca

De voos de um para o outro.

 

Cantamos: Nada nos separará, mesmo

Que dolorosos sejamos e os momentos

Conspirarem contra nós dois.

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