quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Desfolho-me


Desfolho a minha alma insone,

Já não colho sonhos, participo

Das colheitas no "Zhàrada", espinhos

já não me machucam.


 Aspiro o perfume das rosas,

Ah! As rosas também choram

Entre as fases da lua.

 

Lavo a minha alma, sobre as

Folhas secas me deito,

Deleito-me com os ventos não

Uivantes, sou silêncio abundante.

 

Estou turvo, delibero as vontades dos

Jardins, aro a terra estéril, a acidez

Não tem vez, a água neutraliza as

Ameaças não naturais.

 

Vejo as cerejeiras florescerem

“Sakura”, os eventos transcendem,

Belezas alimentam a impermanência

das vidas arredias, agora translucidas.

 

Strawberry Fields para sempre,

O que versar?

Cerejeiras ou morangos

Silvestres, salivo gotas de

Limão, não me azedo!

 


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