Desfolho-me
Desfolho a minha alma insone,
Já não colho sonhos, participo
Das colheitas no "Zhàrada", espinhos
já não me machucam.
Aspiro o perfume das rosas,
Ah! As rosas também choram
Entre as fases da lua.
Lavo a minha alma, sobre as
Folhas secas me deito,
Deleito-me com os ventos não
Uivantes, sou silêncio abundante.
Estou turvo, delibero as vontades dos
Jardins, aro a terra estéril, a acidez
Não tem vez, a água neutraliza as
Ameaças não naturais.
Vejo as cerejeiras florescerem
“Sakura”, os eventos transcendem,
Belezas alimentam a impermanência
das vidas arredias, agora translucidas.
Strawberry Fields para sempre,
O que versar?
Cerejeiras ou morangos
Silvestres, salivo gotas de
Limão, não me azedo!
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