domingo, 11 de janeiro de 2026

apoesiadeclaudioluzvadiando

Os meus versos estão vadiando na chuva

 


A chuva não torrencial escorre

Pelas calçadas, não estou tropego,

Os capins estão escorregadios,

Equilibro-me sobre os meios-fios,

Observo o sol tímido, o cinzento

Inspira-me, vou versejar.

 

Poeto-me sem rimas, versos

Vadios componho, escorrem em

Meus dedos embriagues de sonhos e

Ressacas.

 

Vejo os seus olhares de repreensões,

Comprimo-me, chego na praça das

Ilusões perdidas, sou poeta ao ar livre,

Traço um trago, o compasso e o copo

São insuficientes, tomo mais uma.

 

Dispo-me, visto-me com papeis

Amassados, versos que não combinaram

Comigo começaram a vadiar, abro alas,

Os tambores me fazem dançar, entrelaço

Os sons ditos, não são ditos pelo meu

Coração, que levita em um barco de papel

Deslizando nas guias das ruas, agora nebulosas.

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