Os meus versos estão vadiando na chuva
A chuva não torrencial escorre
Pelas calçadas, não estou tropego,
Os capins estão escorregadios,
Equilibro-me sobre os meios-fios,
Observo o sol tímido, o cinzento
Inspira-me, vou versejar.
Poeto-me sem rimas, versos
Vadios componho, escorrem em
Meus dedos embriagues de sonhos e
Ressacas.
Vejo os seus olhares de repreensões,
Comprimo-me, chego na praça das
Ilusões perdidas, sou poeta ao ar livre,
Traço um trago, o compasso e o copo
São insuficientes, tomo mais uma.
Dispo-me, visto-me com papeis
Amassados, versos que não combinaram
Comigo começaram a vadiar, abro alas,
Os tambores me fazem dançar, entrelaço
Os sons ditos, não são ditos pelo meu
Coração, que levita em um barco de papel
Deslizando nas guias das ruas, agora nebulosas.
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