Uivos tristes no silêncio mortal
Os leões rugem,
As hienas riem,
Os gatos miam,
Agora entoam sons
Lamentosos.
A natureza escurece, o sol
Já não aquece como d’antes,
A lua agora é do lobisomem,
As estrelas ecoam soluços,
Os pratos de rações estão vazios.
Kamala, minha cachorrinha
Está triste se escondendo nos cantos,
Com olhos vazios que expressam vaticínios,
Será que terei o mesmo fim?
Ah! caçadores urbanos, insanos,
De medulas expostas que atentam contra
Animais e humanos, tragédias
Diárias, ultimas homenagens
Não estão programadas, protestos
Aleatórios serão logo esquecidos.
Assim caminha os animais,
Sociais ou não, abanos das caudas já
Não despertam sentimentos, os humanos
Torpes se deleitam com os seus
Atos insanos, sem dó ou piedades.
Descanse em paz “Orelha”, R.I.P.
“Abacate”, que já não latem, mas
Estão a caminho dos céus dos
Cachorrinhos.
As coleiras rusticas estão vazias!
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