Subterfúgios
ou sortilégios
As nuvens molham os
meus olhos,
Não as manobro, sou
amador no amor,
Consolo-me, em desassossegos,
me
Exploro, sou
existencial, não
Imune as dores,
lágrimas se põe entre
Os meus olhos, não
sou desespero,
A fé me move.
Entro na caverna,
busco sonhos, pesadelos
Não me aflige, desculpo-me,
tenho certeza
que amo, a poesia
torna-se um consolo,
não medieval, visto-me
de sonhos, armaduras
de angustias as vezes
me domina, mas
o amor me liberta, como
sortilégios secretos,
sou artífice de
cadernos sem páginas.
As vezes palavras ao vento
me inspira,
Sou paradigmas não
secretos, segredos sem
Senhas, liberta-me.
Não tenho licença
poética, sou mambembe
Repercutindo o onírico
que me faz vida,
Sou superfície dos
cinco elementos,
Me componho, antes
desnudo-me dos
Sonhos, a sorte não
me persegue,
Mas a esperança me
determina para ti.
Sou cigano, entre subterfúgios
e
Sortilégios sagrados,
sou um Celta, desvairado
Quando peço orações
aos Padres do Deserto.
Me curo, não sou
santo, sou cavaleiro com
Os Templários, sou
cavalheiro em genuflexões
Para te saudar, você
ornada de estrelas, eu
Simplesmente escravo do
seu olhar.
Mesmo pesada, a Cruz me
guia, entre
Utopias gargalho,
agasalho-me em teus
Braços, te abraço
como um sortudo, em
Tê-la, sou anjo
coberto de poeiras
Das estradas nunca d’antes
caminhadas,
Sortudo eu sou, movendo-me
entre
Subterfúgios ou
sortilégios a paz
Me encontra.
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