domingo, 22 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzentretanto

Subterfúgios ou sortilégios

 


As nuvens molham os meus olhos,

Não as manobro, sou amador no amor,

Consolo-me, em desassossegos, me

Exploro, sou existencial, não

Imune as dores, lágrimas se põe entre

Os meus olhos, não sou desespero,

A fé me move.

 

Entro na caverna, busco sonhos, pesadelos

Não me aflige, desculpo-me, tenho certeza

que amo, a poesia torna-se um consolo,

não medieval, visto-me de sonhos, armaduras

de angustias as vezes me domina, mas

o amor me liberta, como sortilégios secretos,

sou artífice de cadernos sem páginas.

 

As vezes palavras ao vento me inspira,

Sou paradigmas não secretos, segredos sem

Senhas, liberta-me.

 

Não tenho licença poética, sou mambembe

Repercutindo o onírico que me faz vida,

Sou superfície dos cinco elementos,

Me componho, antes desnudo-me dos

Sonhos, a sorte não me persegue,

Mas a esperança me determina para ti.

 

Sou cigano, entre subterfúgios e

Sortilégios sagrados, sou um Celta, desvairado

Quando peço orações aos Padres do Deserto.

 

Me curo, não sou santo, sou cavaleiro com

Os Templários, sou cavalheiro em genuflexões

Para te saudar, você ornada de estrelas, eu

Simplesmente escravo do seu olhar.

 

Mesmo pesada, a Cruz me guia, entre

Utopias gargalho, agasalho-me em teus

Braços, te abraço como um sortudo, em

Tê-la, sou anjo coberto de poeiras

Das estradas nunca d’antes caminhadas,

Sortudo eu sou, movendo-me entre

Subterfúgios ou sortilégios a paz

Me encontra.

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