Corações festejantes
Lá vem o sol, o meu
coração festejante
Palpita, quando celebra
as utopias passantes,
Quando nunca é demais,
os sentimentos
Latejam uníssonos,
estou vivo.
Moro em mim mesmo,
sou louco entre
Janelas sem vidros,
que ofuscam a minha
Visão, sou notívago, nas
horas vagas
Danço valsas, banho-me
no rio que não
Se chama Danúbio, e
não é azul.
Bebo águas marrentas pálidas,
não sei nadar.
Em precipícios amarro
o meu coração
Ao seu, ofegamos juntos,
somos
Vidas perenes, o
horizonte nos chama.
Seguimos em frente,
andamos juntos,
Somos um só coração,
as vezes explosivos,
Propomos armistícios,
somos circunscritos
Em orações,
pedimos perdões jubilosos,
As
artérias nos redimem, somos corações
Festejantes e santos.
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