sexta-feira, 27 de março de 2026

apoesiadeclaudioluzcomcoraçao

Corações festejantes

 


Lá vem o sol, o meu coração festejante

Palpita, quando celebra as utopias passantes,

Quando nunca é demais, os sentimentos

Latejam uníssonos, estou vivo.

 

Moro em mim mesmo, sou louco entre

Janelas sem vidros, que ofuscam a minha

Visão, sou notívago, nas horas vagas

Danço valsas, banho-me no rio que não

Se chama Danúbio, e não é azul.

 

Bebo águas marrentas pálidas, não sei nadar.

Em precipícios amarro o meu coração

Ao seu, ofegamos juntos, somos

Vidas perenes, o horizonte nos chama.

 

Seguimos em frente, andamos juntos,

Somos um só coração, as vezes explosivos,

Propomos armistícios, somos circunscritos

Em orações, pedimos perdões jubilosos,

As artérias nos redimem, somos corações

Festejantes e santos.

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