segunda-feira, 23 de março de 2026

apoesideclaudioluzemconflitos

Duas almas em conflitos

 


Há estações instáveis, muito calor,

Frios amenos, flores com espinhos, que

Ferem sem querer querendo, incertezas

Que bailam nas sombras tênue das

Velas de promessas, incontidas, cumpridas

Ou não, o incenso já não exala perfumes

Sagrados, agora somos profanos

No amor.

 

Éramos almas, antes gêmeas, desfilamos

Com o amor no peito, como se fosse

Troféu de uma batalha sem vencedores.

 

Unimos forças, construímos castelos

Instransponíveis, deleitamo-nos

Jardins dos sonhos, não tivemos fadas

Madrinhas.

 

As nuvens se moveram, o rimbombar

Dos trovões nos fez raios,

Não importando com os estragos, caminhamos

Entre rios, nadamos no mar, boiamos

Nas estrelas, pescamos e pecamos por nós

Mesmo.

 

Procuramos redenções, que se

Esvaiu, destruindo o tempo passado,

Agora presente.

 

As alianças com o Pater Noster,

apertam nossos dedos, somos dores

refletidas no presente, não olhamos

Para o atrás, que nos compromete pelas

Promessas e sentimentos não cumpridos, e que agora

Nos separam em dois reinos.


Estamos Separados do ontem, que nos comprometia

E o presente que se desfaz em nevoas, agora!

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