segunda-feira, 20 de julho de 2026

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Sangrando

 


O eu-lírico me domina, os diálogos

Íntimos cessaram, a voracidade metafórica

Esta reclusa, não me curvo, o caminho

De volta é longo, o que fazer a não

Ser beijar as flores que me guiam.

 

...E o vento levou, quando a sorte foi lançada,

Meus olhos secaram os espelhos, a lua de

Sangue continua impávida, o meu coração

Agora resgata as cicatrizes, piso

Em chão firme, não me detenho.

 

Os anjos me cerceiam, entre

Emaranhados me liberto, sou místico,

alço voos infinitos, o que passou

passou.

 

Já não sangro, e se por acaso ainda

Continuasse sangrando, não seria

Entre tubarões, sangraria caminhando

Entre sonhos, buscando uma nova

Perspectiva, entre o futuro e o

Passado sem abrir mão do presente

Agora rejuvenescido, entre o advir, seja

O que Deus quiser.

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Tous droits réservés:
Loi sur le Droit d'Auteur nº 9.610/1998

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