domingo, 26 de julho de 2026

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Prelúdio para encantar a exaltação

 


“Praeludium!”, a minha alma se regozija,

Rasgo-me, o silêncio não me cala,

Cedo as palavras que me limitam, abro

A palma da mão, resigno-me sem lamentos,

Te exalto entre os cantos das sereias e

A cítara de Orfeu.

 

O prelúdio da vida a dois já não nos

Sufocam, transbordamos o mundo mais

Uma vez diáfano, com leveza, banho-me

Para a purificação do ébano, não sou

Planta nobre, apenas um jovem mancebo

contando as estrelas desaparecidas desde

os tempos de outrora.

 

Evoco almas, os sentimentos puros agora

Não tem peso material, sou leve como plumas, o

Empo urge, a emoção toma conta da luz,

Te exalto, a minha voz já não chega a ti, o riso

Ressoa, os ventos nos espalham, somos apenas

Pós-lúdio sem exaltação,

 

 

 

Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Tous droits réservés:
Loi sur le Droit d'Auteur nº 9.610/1998

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