Que o amor saiba que continuamos vivo
Viver não combina com adiamentos, o
Agora nos sufoca, a ansiedade amorosa
Nos define, entre o continuar ou ir
Embora, o sinal está vermelho, o amarelo
Da indecisão nos perturba, o verde nos
Opina.
Assim é o trafego do amor condicional,
Antes incondicional, dito através dos
Primeiros olhares, quando objetos não
Identificados nos provocavam, certezas
À parte.
No balanço das horas aproveitamos
Instantes de neologias, somos próceres,
Somos dialetos ao declamarmos um amor
Que pensamos ser imortal.
O esotérico confabula conosco, engolimos
Paciência em doses homéricas, somos
Odisseias, tocamos batalhas intimas.
Somos perdões rotineiros, ouvimos
O canto das sereias, escasseamos desejos,
Proliferamos dúvidas, não somos opiniões,
Somos apenas o que as quimeras cantam.
Somos colheitas entre o joio e o trigo,
Basta escolhermos aonde e como queremos
Que os destinos nos façam ir, entre
Volúpias de um epitáfio que não nos quer e
não o desejamos não despertamos.
Meu coração só pede o seu amor, se não
Me quiseres posso até morrer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário