sexta-feira, 24 de julho de 2026

 Que o amor saiba que continuamos vivo



Viver não combina com adiamentos, o

Agora nos sufoca, a ansiedade amorosa

Nos define, entre o continuar ou ir

Embora, o sinal está vermelho, o amarelo

Da indecisão nos perturba, o verde nos

Opina.

 

Assim é o trafego do amor condicional,

Antes incondicional, dito através dos

Primeiros olhares, quando objetos não

Identificados nos provocavam, certezas

À parte.

 

No balanço das horas aproveitamos

Instantes de neologias, somos próceres,

Somos dialetos ao declamarmos um amor

Que pensamos ser imortal.

 

O esotérico confabula conosco, engolimos

Paciência em doses homéricas, somos

Odisseias, tocamos batalhas intimas.

 

Somos perdões rotineiros, ouvimos

O canto das sereias, escasseamos desejos,

Proliferamos dúvidas, não somos opiniões,

Somos apenas o que as quimeras cantam.

 

Somos colheitas entre o joio e o trigo,

Basta escolhermos aonde e como queremos

Que os destinos nos façam ir, entre

Volúpias de um epitáfio que não nos quer e

não o desejamos não despertamos.

 

Meu coração só pede o seu amor, se não

Me quiseres posso até morrer.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário