terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

APOESIADECLAUDIOLUZESTRADEIRA

Quando longe é um lugar especial

 

Longe é um lugar especial, acerca

Do horizonte me guio, os seus olhos

Tateiam-me, sou peregrino, aspiro

Liberdade em altos voos livres,

Absolutos, quando tento te avistar

Nas entrelinhas da estrada que percorro,

Perco passos.

 

A distância é plana, o córrego escorre

Curvilíneo, as ervas daninhas ofuscam

O calor do sol, entre brilhos o sereno banha

As flores, penduricalhos ornamentais de

Sonhos se derretem ao meu passar.

 

Passo ao largo, sandálias rotas moldam

O barro frio, embarro-me na pedra

Angular, escrevo sermões, as montanhas

Não me ouvem, estão contritas beijando

As estrelas duplas, do oriente eterno.

 

O arquiteto das palavras faz dicotomias,

Revejo-me no oposto da estrada, tropeço,

Desabafo usando o silencio dos mudos, sou

Surdo entre os cânticos dos pássaros,

Sou estrada longínqua, sou espirais do

Tempo que não espero chegar, estou

Longe da estrada que não existe mais.

 

Agora pós regresso, escuto Cassandra, mas

De novo no invisível as profecias dela

Não me deixa chegar a lugar nenhum,

Desacreditei em dar o último passo.

 

Fujo ao largo.

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