Quando longe é um lugar especial
Longe é um lugar
especial, acerca
Do horizonte me guio,
os seus olhos
Tateiam-me, sou
peregrino, aspiro
Liberdade em altos
voos livres,
Absolutos, quando
tento te avistar
Nas entrelinhas da
estrada que percorro,
Perco passos.
A distância é plana, o
córrego escorre
Curvilíneo, as ervas
daninhas ofuscam
O calor do sol, entre
brilhos o sereno banha
As flores, penduricalhos
ornamentais de
Sonhos se derretem ao
meu passar.
Passo ao largo,
sandálias rotas moldam
O barro frio,
embarro-me na pedra
Angular, escrevo
sermões, as montanhas
Não me ouvem, estão
contritas beijando
As estrelas duplas, do
oriente eterno.
O arquiteto das
palavras faz dicotomias,
Revejo-me no oposto da
estrada, tropeço,
Desabafo usando o
silencio dos mudos, sou
Surdo entre os
cânticos dos pássaros,
Sou estrada longínqua,
sou espirais do
Tempo que não espero
chegar, estou
Longe da estrada que
não existe mais.
Agora pós regresso,
escuto Cassandra, mas
De novo no invisível
as profecias dela
Não me deixa chegar a
lugar nenhum,
Desacreditei em dar o
último passo.
Fujo ao largo.
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