quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

APOESIADECLAUDIOLUZPERMISSIVA

Permissões alvissareiras

 


Sou nômade,

Murmuro ao vento, encanto-me com o

Canto do pássaro notívago, sinto o

Pulsar do riacho que corre destemido

No meu permitir, o mal não me

Devora.

 

Permito-me,

não me sufoco, o amor é latente, entre

as quatro paredes do meu coração,

dormito, trânsito entre o sono e

a vigília, bebo um novo amanhecer

Brindo aos meus pensamentos e os seus.

 

Permito-me,

A devorar as estrelas cadentes,

Entre sonhos que me conduz,

Entre um novo dia, um novo mundo,

Um novo olhar caudaloso, entre abraços

Que não me deixam sucumbir as intempéries

Do tempo, não fecundo, mas avido pelo

Canto do amor celeste que brota no claro

Da noite ou no escuro do dia.

 

Permito-me,

Em te querer, sou prisioneiro

Sem correntes, estendo-me entre

Cânticos celestiais e o sussurro dos

Seus lábios, que proclama a minha

Liberdade para te amar, com eterno amor,

Eterno tempo que nos permite a nós

Permitir, alvissareiros é os nossos

Corpos de luzes, sem rupturas permissivas

e permanências que iluminará os nossos

olhares intocáveis.

 

Cláudio Luz/Luz do Almada Souza

Direitos reservados:

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998.

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