Não sou fogo, renasço
entre cinzas
Não te queimo, renasço
Do que o fogo queimou,
procure-me
Nas cinzas que fazem
renascer as
Tradições seculares, "Urbi et Orbi".
“Amor é fogo que arde sem se ver”
(Luis de Camões), latentes sentidos
Quando o amor cega as escondidas,
Não como ledo engano, mas proposital.
Entre versículos recito: Como as labaredas são
Tão intensas antes da água sufoca-las,
Antes da terra renascer, entre dilúvios
E esterilidades que não faz a flor amorosa
Nascer em plena primavera, agora senil
Por não ter por quem chorar!
O sonetista é infiel, mesmo sem ser fiel,
Tem razões no amor que seca as
Lágrimas incontidas, quando o amor
Bate no coração agora renascido em você!
O amor bate na porta do fogo ardente,
Resgata as cinzas, entre diamantes memoriais,
Sem alta pressão, afinal o amor é diáfano!

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