sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

apoesiadeclaudioluzsextante

Não sou fogo, renasço entre cinzas

 

Não te queimo, renasço

Do que o fogo queimou, procure-me

Nas cinzas que fazem renascer as

Tradições seculares, "Urbi et Orbi".

 

“Amor é fogo que arde sem se ver”

(Luis de Camões), latentes sentidos

Quando o amor cega as escondidas,

Não como ledo engano, mas proposital.

 

Entre versículos recito: Como as labaredas são

Tão intensas antes da água sufoca-las,

Antes da terra renascer, entre dilúvios

E esterilidades que não faz a flor amorosa

Nascer em plena primavera, agora senil

Por não ter por quem chorar!

 

O sonetista é infiel, mesmo sem ser fiel,

Tem razões no amor que seca as

Lágrimas incontidas, quando o amor

Bate no coração agora renascido em você!

 

O amor bate na porta do fogo ardente,

Resgata as cinzas, entre diamantes memoriais,

Sem alta pressão, afinal o amor é diáfano!

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