Sete Décadas de Luz
Estou fazendo setenta
anos,
Mais uma porta se abre, vejo o horizonte,
Não com olhares perdidos como d'antes,
Quando eu percorria de estrada em estrada,
Agora sigo firme com o vento a meu favor.
Setenta outonos
encontrados no olhar,
O tempo que passa não leva o momento,
Ensina a essência de saber viver.
Não são os cabelos de
prata que contam,
Nem os passos calmos que o chão já conhece,
São todas as pontes que os dias nos montam,
A força guardada em cada promessa.
Olhar para trás é ver
uma história,
Tecida com risos, saudades, conquistas,
Guardar no arquivo real da memória
As cores mais belas de todas as vistas.
As desilusões ficaram
para trás; os amores
Que chegaram e partiram construíram a
Minha essência maior, agradeço, peço perdão,
talvez tardio. Marejam-se os meus olhos devido às
emoções fortes e saudades petrificadas em
mim.
Que venha o futuro com
passos macios,
Trazendo saúde, abraço e calor.
Setenta motivos pra rir dos desafios,
Setenta primaveras vestidas de amor.
Sete Décadas de Luz.
J'ai soixante-dix ans.
Autor: Cláudio Luz/Luz do Almada Souza
Todos os direitos reservados: Lei nº. 9.610/1998
apoesiadeclaudioluz.blogspot.com


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