Nos ecrãs inspirados
Tudo muda lá fora. Muda
Dentro de mim quando você me
sente. Sou imagens sincronizadas,
Desperto a sua curiosidade em cada
Verso de esperança escrito, ou insanidades
Latentes, entre intervalos e o próximo ato.
A minha rosa
tridimensional está em
Tuas mãos, pois o amor fere quando
Se vai, mas a esperança supera as dores,
Deixando-nos aprendizados infinitos e um
Novo sintonizar.
O êxtase nos fortalece,
as ilusões pululam
De primavera em primavera. Raciocinamos
Juntos, a compreensão é justa. O amor não
é uma mentira; machuca, mas nos faz sonhar
Sem magoar os sentimentos em lealdade,
Acalma-nos entre canais.
Vivemos espaços eróticos
ou não, mas as
Cumplicidades eternas que nos fazem delirar entre o real
E os sonhos que emparelham nos nossos ecrãs.
São reflexos de nossas
sombras quando
estamos abraçados. Não em vão, apenas
Acompanhe os movimentos de nossas mãos
Unidas em um Hino de Amor.
Nua e crua
Rompeu-se o pano que
cobria a vista,
Caiu a venda que trazia a escuridão,
E o homem que se fez um aprendiz da pista
Viu o real brilhar em meio à ilusão.
Mas ao redor, a turba
cega e enfurecida,
Presa em amarras tecidas de mentira,
Não tolera ver a fresta esclarecida
E contra a luz descarrega sua ira.
Quando faltam argumentos
para o debate,
Erguem-se punhos, pedras e o clamor,
Tentando fazer com que a verdade desabe,
Perseguindo o desperto com rigor.
É o preço alto de
enxergar o fato,
De não aceitar o mito construído,
O choque duro do real contato
Em um mundo que prefere o entorpecido.
Mas não importa o peso
desse açoite,
Nem a agressiva fúria do rebanho,
Amanheceu para quem venceu a noite,
O amanhã renasce em brilho soberano.
Cuide do agora, do
instante que consome,
Viva o hoje com a força que lhe cabe,
Pois o futuro se escreve em seu nome
E cada passo dita o que não se sabe.

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